Havi nunca ficou. Mas também nunca foi embora.
Eles se conheceram em Vitória, entre conversas sobre literatura, cinema, desejo e tudo aquilo que as pessoas costumam esconder para parecerem menos intensas. Foram poucos encontros presenciais, mas suficientes para criar uma intimidade que atravessaria anos, cidades e incontáveis madrugadas.
Ela seguiu trabalhando, viajando, escrevendo e tentando viver outras histórias. Havi continuou surgindo entre mensagens, fotografias, provocações e declarações de amor protegidas pelo humor. Havia paixão, inteligência, liberdade e uma rara compatibilidade entre dois corpos. Faltava apenas aquilo que transforma sentimento em vida: uma decisão.
Nesta autoficção adulta, sensual e profundamente humana, Monet Carmo investiga a diferença entre ser desejada e ser escolhida, entre permanecer na memória de alguém e ocupar verdadeiramente sua vida.
O homem que nunca foi embora é uma conversa franca sobre desejo, ausência, raiva, frustração, maturidade e os amores que nunca chegam a começar por inteiro — e, justamente por isso, parecem incapazes de terminar.
| Número de páginas | 46 |
| Edição | 1 (2026) |
| Idioma | Português |
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