Há uma música secreta no tecido do cosmos — e nela, cada universo é uma variação sobre um mesmo tema. Um acorde levemente distinto, um intervalo deslocado, e a melodia se torna outra. Este livro é uma partitura desse tipo: quatro universos ressoando em dez histórias que, embora nascidas da mesma semente narrativa, brotam em formas imprevisíveis, sob atmosferas estranhas e encantadoras. É como se cada narrativa escorresse por uma equação quadridimensional, onde as variáveis — tempo, essência, matéria e acaso — se embaralham de forma única a cada iteração. Entre o quase-idêntico e o radicalmente outro, surge a poesia das possibilidades: um homem que some nas dobras do esquecimento divino, uma mulher-besouro nascida de uma castanha encantada, uma trepadeira acolhida por um robô em fim de circuito.
Essas histórias não se alinham em uma sequência, mas se multiplicam, como funções complexas em espelhos curvos, revelando o que muda quando quase nada muda — e o quanto o quase é, na verdade, um abismo. Cada conto é como uma partícula que, atravessando um experimento quântico, desdobra-se em quatro versões, guiada por leis que são irmãs, mas não gêmeas. A matemática aqui não é exatidão: é lirismo, incerteza e desvio. Este é o domínio das variações, onde o Multiverso não é uma teoria, mas uma metáfora viva — e a leitura, uma travessia entre infinitas soluções para a mesma pergunta nunca feita.
Número de páginas | 184 |
Edição | 1 (2025) |
Formato | A5 (148x210) |
Acabamento | Brochura c/ orelha |
Coloração | Preto e branco |
Tipo de papel | Offset 75g |
Idioma | Português |
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