Esta obra não se oferece como guia, consolo ou promessa. Apresenta-se como um chamado que não busca adesão, mas disposição; não pede fé, mas presença; não oferece proteção, mas verdade.
As potências aqui evocadas não acolhem nem instruem. Permanecem como forças ativas da Obra, atuando diretamente sobre a matéria e a consciência, sem se ajustar às expectativas humanas ou oferecer tradução moral de seus efeitos. Aproximar-se delas exige silêncio interno, abandono das justificativas e renúncia à fantasia de redenção. O feminino sombrio não redime, não cura e não pacifica: ele revela.
Estas páginas reinscrevem o sagrado feminino em sua dimensão mais profunda e exigente. O feminino sombrio é reconhecido como força constitutiva do sagrado e agente real da transformação psíquica. As faces sombrias das deusas não são etapas evolutivas da divindade, mas potências inteiras desde sempre. O que se transforma é a consciência que a recebe.
O leitor encontrará aqui uma crítica às deturpações simbólicas próprias do caminho da mão direita, evidenciando como imagens alquímicas foram convertidas em valores morais, estados ideais ou missões espirituais. Ao devolver os símbolos à sua função operativa, constata-se que a alquimia não promete salvação, mas lucidez; não oferece conforto, mas responsabilidade ontológica.
Esta não é uma obra para ser seguida, mas para ser atravessada. Nada aqui se apresenta como certeza. O que foi revelado não busca seguidores. Busca quem suporte permanecer.
| Número de páginas | 244 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Couche 115g |
| Idioma | Português |
Tem algo a reclamar sobre este livro? Envie um email para atendimento@clubedeautores.com.br
Faça o login deixe o seu comentário sobre o livro.