Há duas versões de Ana Caroline. Uma está nos documentos: formada em Direito, casada, assessora parlamentar. A outra não aparece em papel nenhum — é a menina que aprendeu a chorar sem som, que fingiu dormir tantas noites que esqueceu como era acordar sem medo, que gritou por socorro numa vilinha de cinco casinhas e ouviu, como resposta, apenas o trem passando.
Para a Menina que Eu Fui é o relato real dessa menina: o abuso silenciado dentro de casa, a perda da mãe para a violência doméstica, a fome durante a pandemia, e a decisão — aos dezenove anos — de abrir, com as próprias mãos, a porta que nenhum adulto abriu por ela.
Escrito numa linguagem literária e simbólica, o livro acompanha sua trajetória da infância desprotegida até o Direito, ferramenta que ela escolheu para se tornar o adulto que nunca teve. Ao final, um capítulo bônus reúne o que a lei diz sobre abuso infantil e violência doméstica.
Para quem acha que não tem saída: tem. Para quem está sozinha: não está. Este livro é testemunho, é denúncia e, antes de tudo, é uma carta de quem sobreviveu para quem ainda está sobrevivendo.
| Número de páginas | 107 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Polen |
| Idioma | Português |
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