Este livro investiga a clínica da dispneia persistente nos contextos em que a função respiratória não retorna aos padrões anteriores e a normalização deixa de ser horizonte realista. Distante de abordagens manualísticas, prescritivas ou motivacionais, a obra examina a experiência de viver e cuidar sob limitação respiratória prolongada, evidenciando seus efeitos sobre o corpo, o cotidiano, o trabalho, o sono, a autonomia e as decisões clínicas.
A partir da noção de medicina da permanência, o autor analisa o acompanhamento longitudinal, a repetição das incertezas, os ajustes sem promessa, a observação contínua e os limites da intervenção em cenários de evidência incompleta. A dispneia é tratada não apenas como sintoma, mas como condição estruturante da existência e da prática profissional.
O livro discute, ainda, os dilemas éticos envolvidos em decidir sem garantias, comunicar incertezas, sustentar vínculos e reconhecer limites sem abandono. Ao longo de quarenta capítulos organizados em cinco partes, constrói-se uma reflexão madura sobre o cuidado quando a resolução não é possível e a responsabilidade se estende no tempo.
Dirigida a profissionais envolvidos em acompanhamento prolongado e decisões complexas, esta obra não oferece soluções rápidas nem promessas terapêuticas. Oferece critérios, lucidez e organização conceitual para exercer a pneumologia como prática de fidelidade ao processo, mesmo quando respirar não volta a ser automático.
| Número de páginas | 204 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Offset 90g |
| Idioma | Português |
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