Davi Roballo (São Borja-RS, 1974) é um ferreiro de palavras. Recluso por natureza e incendiário por ofício, forja seus textos nas fornalhas do silêncio e do questionamento radical. Sua escrita — comparada a um cruzamento entre Nietzsche e Fernando Pessoa em um beco escuro — é uma cirurgia sem anestesia na alma contemporânea. Roballo desmonta a realidade com precisão quase cirúrgica, construindo sua literatura como quem desmancha um relógio em busca do vácuo entre os ponteiros. Cada verso e cada linha são cinzéis que escavam o espírito humano, expondo fragilidades e forças ocultas que poucos ousam confrontar.
Vive em Porto Alegre-RS, entre livros antigos, cadernos encardidos e um laptop que carrega consigo como quem guarda uma adaga afiada. Não concede entrevistas. Não frequenta saraus. Sua biografia é uma página em branco assinada com sangue seco — e é exatamente assim que prefere existir: como uma interrogação ambulante, um fantasma de si mesmo, uma voz que ecoa de um abismo que todos carregamos, mas poucos ousam nomear.
Escritor, poeta e jornalista, Davi Roballo transcende gêneros literários ao fundir a sensibilidade poética ao rigor analítico da palavra. Com uma formação acadêmica sólida, especializou-se em Jornalismo Político pela Universidade Gama Filho e em Comunicação e Marketing pelo Centro Universitário da Grande Dourados (UNIGRAN), o que enriquece sua produção textual com uma visão crítica do mundo e das dinâmicas sociais.
Sua escrita, um diálogo intenso entre o lírico e o filosófico, transita pelos mistérios da existência, desvendando os labirintos da mente humana e expandindo-se rumo aos horizontes intangíveis do espírito. Influenciado por gigantes do pensamento e da arte — como Nietzsche, Schopenhauer, Fernando Pessoa, Rumi, Osho, Dostoiévski e Baudelaire —, Roballo constrói uma obra multifacetada, onde a profundidade emocional coexiste com questionamentos intelectuais urgentes.
Temas como a efemeridade do tempo, a busca pela transcendência e a inquietação da alma perante o caos da vida moderna permeiam seus textos, criando um mosaico de reflexões que desafiam o convencional. Com uma prosa hipnótica e versos que ecoam como mantras, Davi convida o leitor a uma jornada além do superficial, onde cada palavra é um convite à introspecção. Seja em artigos jornalísticos, poemas ou ensaios, sua voz literária atua como uma ponte entre o concreto e o metafísico, provocando rupturas de percepção e incitando o espírito a questionar-se.
Mais do que um criador de histórias, Davi Roballo é um tecelão de universos interiores, um explorador incansável das sombras e luzes que definem o humano. Em tempos de superficialidade, sua literatura surge como um farol — intenso, provocador e, acima de tudo, necessário.
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