O Conto do Reencontro Eterno
O mundo funcionava como um relógio de pêndulo perpétuo: o Dia, um gigante de vestes douradas, e a Noite, um manto de veludo cravejado de estrelas, viviam em uma fronteira absoluta, um juramento de não-existência mútua.
Porém, em uma perturbação cósmica, as engrenagens falharam. O Sol escorregou em uma falha da gravidade e, pela primeira vez, a luz encontrou o breu. Não houve destruição; houve o Crepúsculo Eterno.
Naquele instante de suspensão, eles não se repeliram. Ao se tocarem, o Dia percebeu que a força da sua criação precisava do descanso dela, e a Noite compreendeu que o mistério que carregava não existia sem a energia dele.
O universo, sentindo o desequilíbrio, forçou o retorno à ordem. Eles se soltaram, mas algo havia mudado para sempre. O Dia passou a deixar rastros de melancolia em cada pôr do sol, e a Noite começou a bordar mapas nas constelações, sinalizando onde ela esteve e por onde espera reencontrá-lo.
Hoje, o eclipse é o pacto silencioso desse amor proibido. Enquanto a maioria dos humanos, em seu medo, vê um sinal de destruição e foge do espetáculo, poucos — aqueles com a sensibilidade de enxergar além da própria sombra — silenciam-se em reverência.
| Número de páginas | 37 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | Quadrado (200x200) |
| Acabamento | Brochura s/ orelha |
| Coloração | Colorido |
| Tipo de papel | Couche 150g |
| Idioma | Português |
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