Há narrativas nas Escrituras que parecem ferir a alma pela dureza dos acontecimentos, pela crueldade humana que nelas se manifesta, e, sobretudo, pela maneira como revelam a fragilidade moral de um povo que havia sido separado por Deus para ser santo.
A história de Gibeá, relatada em (Juízes 19-20), é uma dessas páginas sombrias e profundamente reveladoras da natureza do pecado e de sua inevitável exigência por justiça.
Não se trata apenas de um episódio trágico e isolado do Antigo Testamento, mas de uma janela aberta para a condição espiritual de Israel em um período em que, como o texto repete com melancólica constância, “naqueles dias não havia rei em Israel; cada um fazia o que parecia reto aos seus olhos”. (Juízes 21:25)
É nesse contexto que surge a atrocidade de Gibeá, uma história de desonra, violência e juízo, cuja mensagem atravessa os séculos e fala ainda hoje à Igreja, à consciência humana e à santidade divina.
Caos Nacional Desgoverno Espiritual
O livro de Juízes retrata uma era de decadência nacional e espiritual. Israel, recém estabelecido na terra prometida, experimenta um ciclo contínuo de apostasia e opressão, arrependimento e libertação. Cada geração parece afastar-se mais de Deus, substituindo o temor do Senhor por um pragmatismo religioso e moral que corrompe o povo de dentro para fora da alma.
O episódio de Gibeá é o ápice dessa deterioração. A ausência de liderança piedosa e a rejeição da lei divina produziram um vazio ético [...]
| Número de páginas | 102 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Offset 75g |
| Idioma | Português |
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