Após um incêndio, algumas árvores parecem completamente
mortas, mas suas raízes permanecem vivas sob a terra. Com o
tempo, novos brotos surgem do tronco, das raízes ou dos galhos
sobreviventes. Em certos ecossistemas, o fogo faz parte do ciclo
natural de renovação da floresta.
Essa realidade da natureza oferece uma poderosa metáfora para a
vida humana. Há momentos em que o sofrimento, a perda ou a tragédia nos
deixam como uma árvore queimada: marcados, enfraquecidos e
aparentemente sem esperança. As cicatrizes permanecem visíveis,
assim como o tronco escurecido pelo fogo. No entanto, a vida
pode continuar existindo em profundidades que nem sempre
enxergamos.
Com o tempo, novos brotos aparecem: Uma nova perspectiva.
Uma força que antes não existia. Novos relacionamentos. Novos
propósitos. Uma sabedoria adquirida através da dor.
A árvore que renasce não volta a ser exatamente a mesma. Ela
carrega as marcas do incêndio. Mas justamente essas marcas
testemunham sua resistência. Essa imagem se conecta perfeitamente ao tema abordado neste
livro. As cicatrizes não são apenas lembranças daquilo que nos
feriu; elas também são evidências de que sobrevivemos.
Na vida, as mudanças ocorrem de maneira inesperada. Assim como
num incêndio florestal. Um telefonema. Uma mensagem. Uma
palavra. De repente, alguém que era parte do nosso mundo deixa
de existir, e tudo o que parecia sólido perde o sentido.
Este livro explora o paradoxo entre a vida e a morte.
| Número de páginas | 36 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Capa dura |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Offset 75g |
| Idioma | Português |
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