Ao longo de mais de quatro décadas, o Rio de Janeiro deixou de ser apenas palco de disputas entre Estado e criminalidade para se tornar um laboratório de transformação das próprias estruturas de poder. Este livro reconstrói essa trajetória, revelando como dinâmicas inicialmente fragmentadas — tráfico, milícias, política e sistema de justiça — evoluíram, adaptaram-se e, em determinados contextos, passaram a operar de forma interdependente.
Da formação das primeiras organizações dentro do sistema prisional à consolidação de economias territoriais complexas, a obra investiga como o controle armado deu lugar a modelos mais sofisticados, baseados em gestão financeira, influência institucional e mediação normativa. Ao longo desse percurso, a fronteira entre legalidade e ilegalidade torna-se progressivamente mais difusa, não como exceção, mas como parte de um processo histórico.
Sem recorrer a simplificações, o livro propõe uma leitura analítica e inquietante: mais do que um colapso, o que se observa é uma reconfiguração. Um ambiente em que estruturas formais permanecem intactas, enquanto novas lógicas operacionais se consolidam sob a superfície.
O Rio de Janeiro, nesse contexto, não surge apenas como um caso particular, mas como um espelho antecipado de tensões contemporâneas que desafiam os limites do Estado moderno.
Uma investigação sobre poder, adaptação e permanência — onde compreender é o primeiro passo para não normalizar.
| Número de páginas | 125 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Polen |
| Idioma | Português |
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