Aos quinze anos, Clara tinha um plano.
Até os trinta, teria uma casa enorme, um carro do ano, dinheiro guardado, duas viagens por ano, dois filhos — gêmeos, de preferência — e uma carreira de sucesso.
Acima de tudo, teria uma vida extraordinária.
Então Clara fez o que disseram que deveria fazer: estudou, trabalhou, insistiu, recomeçou. Vendeu doces para pagar a faculdade, assumiu responsabilidades, enfrentou jornadas intermináveis e acreditou que, se corresse o suficiente, um dia alcançaria a vida que havia imaginado.
Mas os trinta chegaram.
E quase nada estava como deveria.
Entre uma pandemia, mudanças profissionais, tentativas que não deram certo, casamento, maternidade, contas, sonhos adiados e novos começos, Clara começa a perceber algo que jamais havia colocado em sua lista: talvez o extraordinário não estivesse apenas nas grandes conquistas que ainda faltavam.
Talvez estivesse também na casa pequena. No dinheiro que finalmente sobrava um pouco. Na viagem possível. No trabalho que fazia sentido. Em uma criança dormindo segura. Em alguém com quem dividir os dias. Na presença de Deus escondida em detalhes que antes pareciam coincidências.
Uma Vida Extraordinariamente Comum é uma história sobre continuar querendo mais sem desprezar o que já existe. Sobre ambição sem ingratidão, fé sem fórmulas mágicas e sonhos que às vezes chegam usando roupas diferentes das que imaginamos.
Porque talvez uma das maiores conquistas da vida não seja finalmente torná-la extraordinária
| Número de páginas | 65 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Capa dura |
| Tipo de papel | Couche 115g |
| Idioma | Português |
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