Há narrativas que batem à porta se anunciando por datas, façanhas e nomes que pretendem eternidade. Outras, ao contrário, insinuam-se com passo discreto, solicitando ao leitor não aplauso, e sim companhia. É desta segunda linhagem que se compõe o presente volume; e já aqui se adverte: quem buscar grandiloquência talvez se desencontre; quem aceitar caminhar sem pressa encontrará algo mais raro.
Nicolau Saliba parecerá ocupar o eixo da história. E não será engano completo. Sua trajetória feita de partida, trabalho, perdas e persistência não ostenta brilho heroico, antes se constrói na soma de gestos miúdos que sustentam o mundo sem jamais figurar nos retratos oficiais.
Ainda assim, convém ao leitor certa cautela: não é Nicolau quem governa estas páginas. Há outra presença, mais sutil, que se infiltra sem se anunciar: Elissa. Não chega com proclamações; aproxima-se, observa, interroga e, ao fazê-lo, desloca o centro sem pedir licença. É nela que a narrativa encontra seu pulso mais inquieto, seu olhar mais insistente.
O que estas páginas oferecem é mais modesto — e, ouso dizer, mais próximo da condição humana: o esforço de resguardar uma existência quando a memória, caprichosa, começa a desfazê-la.
| Número de páginas | 445 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Couche 90g |
| Idioma | Português |
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