Plutarco relata que, certa vez, um marinheiro ouviu uma voz atravessar o mar Egeu ordenando que anunciasse: "O grande Pã morreu". Este livro discorda dessa notícia. Pã não morreu, mas agoniza há séculos, num processo lento que atravessa a secularização, a racionalização do mundo, a industrialização da Terra e a expansão do capital sobre tudo o que antes era sagrado.
Este livro percorre as diferentes faces dessa agonia: o desenraizamento que transforma o chão em superfície vazia; o medo sem objeto que patologiza o indeterminado; a subjetividade turística que atravessa o mundo sem habitá-lo; a Terra tratada como mercadoria que, mesmo assim, nunca se deixa domesticar por completo; a autoagressão civilizacional de quem fere o mundo sem perceber que fere a si mesmo; e, por fim, o convite ao reencantamento como aposta de que ainda é possível habitar a Terra como quem habita um corpo, e não como quem atravessa uma superfície.
Entre Byung-Chul Han e Spinoza, entre Merleau-Ponty e Ailton Krenak, entre a mitologia grega e a crise climática, este é um livro sobre o que perdemos quando paramos de ouvir o grito de um deus que a modernidade insiste em dar por morto. Artur e Lucas mostram que ainda há muito que pode ser salvo, se estivermos dispostos a caminhar fora do calçamento.
| ISBN | 9786502394656 |
| Número de páginas | 158 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | Pocket (105x148) |
| Acabamento | Brochura s/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Polen |
| Idioma | Português |
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