Existem partidas que acontecem em silêncio. Sem malas, sem despedidas, sem a clareza brutal de uma porta batendo. São as partidas invisíveis — aquelas em que a pessoa continua presente no mundo, mas desaparece completamente do nosso. E às vezes, o mais difícil não é lidar com a ausência de quem foi, mas com a presença constante de quem ficou em nós. Isabel tem 34 anos e uma vida que, de fora, parece inteira. Um apartamento com plantas bem cuidadas. Uma profissão que a define. Amigos que a amam de forma imperfeita, como todos os amigos reais. Mas dentro dela, há um inventário secreto de pessoas que foram embora e nunca de fato saíram: o pai que escolheu uma nova família e levou consigo algo que ela ainda não conseguiu nomear. O amor da faculdade que desapareceu sem explicação numa quinta-feira de outubro, levando com ele a versão de Isabel que mais gostava de si mesma. A melhor amiga que morreu jovem e que ainda aparece nos sonhos com a mesma risada inconveniente. Quando Isabel começa a escrever cartas para essas pessoas — cartas que nunca serão enviadas — ela não imagina que esse exercício vai desenterrar não apenas memórias, mas uma revelação que vai reorganizar tudo o que acreditava sobre si mesma, sobre perdas e sobre a natureza do amor.
| Número de páginas | 61 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Offset 90g |
| Idioma | Português |
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