Carlos Eduardo Dias de Andrade nasceu em 1974. Aos 52 anos, olha para a própria história com a percepção de quem já viveu o suficiente para acumular muitas experiências, mas continua curioso demais para acreditar que já aprendeu tudo.
Casado e profundamente ligado à família, aos amigos e às pessoas que fizeram parte de sua caminhada, Carlos acredita que uma vida não pode ser medida apenas pelas conquistas profissionais. Diplomas, cargos e títulos têm importância, mas dizem muito pouco sobre aquilo que uma pessoa realmente é quando volta para casa, encontra os amigos, enfrenta momentos difíceis ou precisa tomar decisões que ninguém mais pode tomar por ela.
A fé ocupa um espaço importante em sua vida. É nela que muitas vezes encontra equilíbrio para compreender aquilo que a razão, sozinha, não consegue explicar. Essa espiritualidade convive naturalmente com um temperamento questionador e observador. Carlos gosta de entender as pessoas, suas escolhas, suas contradições e, principalmente, aquilo que existe por trás das aparências.
Talvez daí tenha nascido o escritor.
Carlos Eduardo Dias de Andrade é **autor de dois livros: “O Que Mudou” e “Assassinaram o Camarão”**. Embora cada obra tenha identidade própria, ambas carregam algo muito particular de seu autor: o interesse pelas histórias humanas e pelos acontecimentos que, vistos superficialmente, podem parecer simples, mas escondem relações, conflitos, sentimentos, julgamentos e consequências muito maiores.
Em **“O Que Mudou”**, Carlos transforma sua capacidade de observar a vida em narrativa e reflexão. A obra convida o leitor a olhar para acontecimentos e personagens além da primeira impressão, explorando justamente uma pergunta que também acompanha o autor fora da literatura: afinal, o que realmente muda uma pessoa, uma relação ou uma história?
Já em **“Assassinaram o Camarão”**, o autor parte de uma crônica da vida real para construir uma narrativa marcada pelas peculiaridades das pessoas, das relações e das circunstâncias que cercam um acontecimento. Por trás de um título que desperta imediatamente a curiosidade existe novamente aquilo que caracteriza sua escrita: gente comum vivendo situações capazes de revelar muito sobre o comportamento humano.
Os dois livros representam mais do que uma incursão pela literatura. São extensões da maneira como Carlos enxerga o mundo.
Ele observa. Questiona. Guarda histórias. Presta atenção aos detalhes. Tenta compreender aquilo que foi dito e, muitas vezes, aquilo que ninguém teve coragem de dizer.
Sua vida profissional também nasceu dessa inquietação. Engenheiro Civil e Perito, construiu uma trajetória que passou pela engenharia, segurança, meio ambiente, auditoria, perícias e atividade portuária. Acumulou especializações e experiências em diferentes áreas, sempre mantendo o hábito de estudar e procurar novos conhecimentos.
Mas não gosta de ser definido apenas por aquilo que aparece em um currículo.
Existe o engenheiro, naturalmente. Existe o profissional. Existe o escritor.
Antes de todos eles, porém, existe o homem.
Um homem que valoriza a família, a amizade, a lealdade, a fé e a palavra dada. Que aprendeu que algumas pessoas chegam para permanecer e outras apenas atravessam nossa história, mas quase todas deixam alguma coisa. Que entende que envelhecer não significa acumular certezas; muitas vezes significa justamente aprender a conviver melhor com as dúvidas.
Continua gostando de conversar, ouvir, observar e aprender. Continua acreditando que mudar de opinião diante de novos fatos não é fraqueza, mas amadurecimento. E continua interessado principalmente pelas pessoas, porque são elas, com suas virtudes, defeitos, segredos, escolhas e contradições, que fornecem matéria-prima para as melhores histórias.
Talvez por isso engenharia e literatura, aparentemente tão distantes, convivam tão bem em sua vida. O engenheiro procura entender por que as coisas acontecem. O perito procura evidências. O escritor procura aquilo que as evidências nem sempre conseguem explicar.
E Carlos procura um pouco de tudo isso.
**Carlos Eduardo Dias de Andrade é engenheiro por formação, escritor por inquietação e observador da vida por natureza. Autor de “O Que Mudou” e “Assassinaram o Camarão”, acredita que toda pessoa carrega uma história que merece ser compreendida antes de ser julgada.**
Porque, no final, títulos registram aquilo que conquistamos.
**As histórias contam quem fomos.**
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