Ana conhecia detalhadamente o território de ser necessária. Durante anos, sua vida foi uma coleção de linhas retas, agendas cronometradas e a prontidão absoluta para resolver, sustentar e aguentar o peso das estruturas ao seu redor. Ela acreditava que segurança era manter tudo fechado.
Até que o corpo pede uma pausa. Não descanso — uma interrupção.
Quando o automatismo da rotina falha, Ana é forçada a olhar para o que ficou guardado nos cantos esquecidos: o quarto que virou depósito, as fotografias amareladas das mulheres de sua linhagem e a estrutura gasta de uma casa antiga que teima em infiltrar.
Em doze movimentos sutis, este livro não traz certezas ou respostas prontas. Acompanha, no tempo exato da respiração, o instante em que uma mulher decide parar de corrigir o vento e descobre que nem todo espaço vazio é ausência. Às vezes, é preparação.
| Número de páginas | 98 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Polen |
| Idioma | Português |
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