Em Cuba, as pessoas o paravam na rua para comentar o último vídeo. Em Boa Vista, ninguém sabe o nome dele.
Emmanuel tem vinte e cinco anos, uma Nikon enrolada num suéter e um livro publicado. Teve de sair do seu país e chegou a Roraima com a namorada, a irmã mais nova e vinte e três quilos de mala. Três semanas depois, veste um avental na cozinha de um restaurante japonês e começa a descascar camarão. No salão, um robô garçom leva os pratos e recebe os aplausos.
Este livro conta os primeiros trinta dias. Cada dia traz uma cena da cozinha, uma foto que ele não teve coragem de tirar, uma ideia para guardar e uma pergunta para você responder, com espaço para escrever. Lê-se em poucos minutos, um dia por vez.
Ao longo do mês passam a tábua riscada, a pia, a caçamba do lixo às onze da noite, o aniversário longe de casa, as contas da luz, o português aprendido aos tropeços e cento e noventa e quatro quilos de camarão.
Não é uma história de vitória. É o retrato honesto de quem ainda está no meio da ponte, com as mãos na água gelada e os olhos na outra margem.
Para quem recomeçou do zero. Para quem está longe de casa. Para quem sente que a vida ficou pequena e precisa ouvir que isso também passa.
| Número de páginas | 92 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | 16x23 (160x230) |
| Acabamento | Brochura s/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Offset 75g |
| Idioma | Português |
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