Este é um livro sobre memória, infância, família e a tentativa de compreender, já na vida adulta, aquilo que durante décadas parecia não ter explicação.
Aos 37 anos, o autor recebeu diagnósticos que mudaram a maneira como enxergava a própria história: bipolaridade, TDAH e transtorno do espectro autista. O que poderia ser apenas uma revelação sobre o presente tornou-se também uma nova lente para revisitar o passado. Com ela, lembranças da infância e da adolescência passaram a adquirir outros significados.Mais do que um relato sobre diagnósticos, este é um livro sobre identidade. Sobre descobrir que comportamentos considerados estranhos, exagerados ou difíceis talvez fizessem parte de uma maneira diferente de perceber e experimentar o mundo. Sobre olhar para trás sem apagar os erros, sem esconder as contradições e sem transformar a própria história em uma justificativa.
Para quem recebeu um diagnóstico tardio, para quem convive com alguém que vive entre extremos ou simplesmente para quem deseja compreender melhor as complexidades da mente humana, estas páginas oferecem uma experiência pessoal e honesta. No fim, esta não é apenas uma história sobre estar fora do ritmo. É sobre descobrir que talvez sempre tenha existido uma música — e que aprender a viver não significa necessariamente encontrar o compasso dos outros, mas aprender a dançar com o próprio.
| Número de páginas | 352 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Tipo de papel | Offset 75g |
| Idioma | Português |
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