Como um jesuíta do século XVII ajudou a transformar o pensamento econômico da Igreja Católica?
Em uma época marcada por crises monetárias, inflação, expansão comercial e fortalecimento dos Estados nacionais, o teólogo e historiador espanhol Juan de Mariana ousou desafiar um dos maiores poderes de seu tempo: a monarquia.
Em seu célebre tratado De Monetae Mutatione (1609), Mariana criticou a manipulação da moeda pelos governantes, denunciou os efeitos da desvalorização monetária sobre a população e apresentou argumentos que antecipariam conceitos debatidos pela ciência econômica séculos mais tarde.
Nesta obra, Gustavo Bastezini investiga o contexto histórico, filosófico e religioso que permitiu o surgimento dessas ideias, analisando como o pensamento aristotélico-tomista e a tradição escolástica contribuíram para uma profunda transformação do pensamento econômico dentro da Igreja Católica.
A partir de uma abordagem histórica fundamentada em fontes primárias e na metodologia da longa duração de Fernand Braudel, o autor acompanha a evolução das concepções de dinheiro, riqueza, usura, inflação e justiça econômica desde Santo Agostinho até a Escolástica tardia, revelando como a Igreja passou de uma visão predominantemente moral da economia para reflexões cada vez mais sofisticadas sobre moeda, mercado e poder político.
| Número de páginas | 106 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Polen |
| Idioma | Português |
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