Nem toda perda é reconhecida como perda.
Existem relações que não tiveram nome, status ou validação social suficientes para que o luto fosse legitimado — mas que, ainda assim, ocuparam um lugar central no mundo psíquico de quem as viveu.
Quando esses vínculos se rompem, o sofrimento costuma ser atravessado por uma dupla dor: a da perda em si e a da invalidação dessa perda. Sem ritual, sem despedida e sem linguagem compartilhada, o luto acontece em silêncio — e tudo o que não pode ser simbolizado tende a insistir.
Em Luto de relacionamento que não tem nome, Aline Cardoso faz uma reflexão, a partir do diálogo entre psicanálise e neurociência, por que alguns lutos amorosos não passam com o tempo, como feridas narcísicas se abrem quando o vínculo sustentava o eu e de que forma o corpo e o cérebro participam da permanência do sofrimento. O livro também aborda o impacto das redes sociais na manutenção do luto e as dificuldades contemporâneas de elaboração das perdas afetivas.
Sem oferecer fórmulas de superação ou promessas de alívio rápido, a obra propõe um espaço de reconhecimento e elaboração. Ao final, apresenta uma proposta de escrita narrativa como estratégia possível para que a dor encontre linguagem e, assim, possa mudar de lugar.
Este não é um livro sobre esquecer.
É um livro sobre autorizar o luto para que ele possa, enfim, ser elaborado.
| ISBN | 9786501881690 |
| Número de páginas | 225 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Polen |
| Idioma | Português |
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