A figura de Maria de Magdala consolidou-se, ao longo dos séculos, como um dos símbolos mais complexos e fascinantes da tradição cristã, transitando entre a memória bíblica, os escritos apócrifos e as interpretações históricas que ora a distorceram, ora a exaltaram. Este estudo nasce do propósito de restituir a Maria Madalena o seu lugar legítimo na história — não como a figura reduzida por séculos de visões patriarcais ou romantizada por lendas, mas como a mulher real revelada pelos textos antigos, sejam eles canônicos ou extracanônicos.
A análise percorre três eixos fundamentais para compreender sua importância. No primeiro, focado nos Evangelhos Canônicos, Maria emerge como uma seguidora assídua, curada e transformada, cuja presença é constante desde o ministério de Jesus até o momento da crucificação, quando permaneceu fiel enquanto outros fugiam. Sua relevância culmina no fato de ter sido a primeira pessoa a quem o Ressuscitado se revelou e a primeira anunciadora da Páscoa, mérito que lhe rendeu na tradição antiga o título de Apostola Apostolorum, ou "Apóstola dos Apóstolos". No segundo eixo, que explora os Evangelhos Apócrifos e a Tradição Gnóstica, textos como os de Maria e Filipe apresentam uma líder espiritual
e intérprete autorizada dos ensinamentos do Mestre, exercendo um papel de mediação da revelação que chegou
a provocar tensões com os discípulos homens.
| Número de páginas | 68 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Offset 90g |
| Idioma | Português |
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