"Aceite-se" é o conselho mais repetido do nosso tempo. E, no entanto, a geração que mais o ouviu é a mais ansiosa, medicada e perdida da história. Este livro parte de uma suspeita: a mensagem que de fato chega ao jovem não é "aceite-se", mas o contrário. Disfarçada de "descubra-se" e "questione tudo", ela ensina que a família, a fé e o lugar de origem são condicionamento a ser removido. A busca pelo eu verdadeiro vira o projeto de uma vida e nunca termina. Enquanto a pessoa procura, muita gente lucra.
Marllon Machado acompanha Cecília, filha de um eletricista e de uma professora de Juiz de Fora, dos doze aos quarenta anos: a rebeldia comprada no camelô, o professor que ensina a desconfiar dos pais, a agência onde ela aprende a vender a inquietação como alívio, o pânico no metrô. Cada capítulo abre com uma cena da vida dela e a desdobra com Aristóteles, Confúcio, Kierkegaard, Frankl e dados de pesquisa.
O livro oferece um critério simples para separar educação de manipulação e o aplica a todos os lados. E termina com uma saída que não está à venda: não a aceitação de vitrine, que afirma qualquer impulso, mas a aceitação madura, que conhece os próprios limites e vive de acordo.
| Número de páginas | 273 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Polen |
| Idioma | Português |
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