Por que escrevi este livro?
Muitas pessoas entram na minha barbearia buscando a técnica perfeita, o corte alinhado, a barba
desenhada com precisão milimétrica. O que poucos sabem é que a firmeza das minhas mãos não nasceu
diante do espelho, mas muito antes — na roça, sob o sol impiedoso, manejando a enxada de carpir até que a
terra cedesse.
Foi ali que aprendi que a força não vem do conforto, mas da repetição. Cada golpe na terra endurecia
meus braços e, sem que eu percebesse, preparava meu espírito. A enxada foi minha primeira escola. Ela me
ensinou disciplina, resistência e silêncio, virtudes que eu precisaria quando a vida deixasse de ser campo
e se tornasse batalha.
Antes de aparar fios, eu precisei aparar dores.
Antes de alinhar barbas, precisei alinhar pensamentos para não me perder na revolta. Porque houve dias em
que o mundo desabou sobre mim — e não foi metáfora.
Escrevi este livro porque conheço o peso das mãos calejadas pelo trabalho e o peso ainda maior de
uma alma ferida pela tragédia. Sei o que é acordar com responsabilidades maiores que os próprios sonhos. Sei
o que é sentir a tentação de repetir ciclos de dor — e escolher quebrá-los.
Este não é um livro sobre estética.
É um livro sobre reconstrução.
Sobre sobreviver quando tudo dentro de você quer endurecer.
Sobre transformar cicatrizes em direção.
Sobre a coragem de escolher paz onde antes só existia vingança.
| ISBN | 9786501986753 |
| Número de páginas | 109 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Offset 75g |
| Idioma | Português |
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