"O Fantasma no Espelho" é um ensaio filosófico sobre a atenção humana e sua erosão na era digital. O livro parte de uma cena cotidiana — estar fisicamente num lugar sem realmente estar presente — para diagnosticar o que chama de "a morte do presente": a extinção silenciosa que ocorre quando vivemos como fantasmas de nós mesmos, com o corpo ocupando o espaço enquanto a consciência flutua em outro lugar.
Estruturado em três partes — O Diagnóstico, O Inventário da Perda e A Arte de Habitar —, o autor argumenta que a distração não é um defeito moderno, mas uma característica humana antiga que foi transformada em produto por indústrias inteiras dedicadas a capturar a consciência. Recorrendo a pensadores como Simone Weil, Heidegger e Byung-Chul Han, o livro examina os custos dessa perda: relacionamentos que se tornam rasos, o silêncio interior que desaparece, a memória que se apaga, a identidade que se dissolve.
Mais do que uma crítica à tecnologia, a obra propõe uma mudança de postura: recuperar a atenção não é uma questão de produtividade, mas um ato moral e afetivo. Prestar atenção é a forma mais rara e pura de generosidade — é dizer, com todo o peso do gesto: você importa. Este momento importa. Esta vida merece ser habitada.
| Número de páginas | 100 |
| Edição | 1 (2026) |
| Idioma | Português |
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