Após um acidente durante uma escalada no Monte Everest, Tom Arendt tem seu corpo mantido em coma em um hospital. Embora clinicamente vivo, sua consciência desperta em um estado intermediário: ele não está morto, mas tampouco plenamente presente no mundo dos vivos. Preso a esse intervalo indefinido, Tom passa a vagar pelos corredores do hospital onde seu corpo repousa, observando médicos, familiares e outros pacientes, enquanto tenta compreender por que ainda permanece ali.
Cético, metódico e acostumado a resolver tudo permanecendo, Tom acredita inicialmente que sua situação é apenas mais um problema a ser consertado. Ele tenta interferir, ajudar, controlar o que está ao seu alcance, acreditando que, ao “fazer o suficiente”, conseguirá retornar. No entanto, à medida que o tempo passa, ele percebe que não é o único a permanecer nesse estado. Há outras presenças presas ao mesmo limiar, cada uma sustentando, à sua maneira, a dificuldade de seguir adiante.
A convivência com essas presenças transforma o hospital em um território simbólico de transição, onde ficar deixa de ser uma atitude neutra e passa a revelar seu custo emocional e espiritual. Tom começa a compreender que permanecer também é uma escolha — e que a recusa em decidir pode ser tão transformadora quanto a decisão de partir.
Ao longo da narrativa, temas como consciência, silêncio, fé, dúvida e entrega surgem de forma orgânica, nunca como respostas prontas ou doutrinárias, mas como experiências vividas.
| ISBN | 9786526667637 |
| Número de páginas | 234 |
| Edição | 2 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Polen |
| Idioma | Português |
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