Este livro não nasceu de um lugar confortável.
Ele nasceu do cansaço de tentar explicar demais, de tentar ser compreendida, de tentar caber em situações que, no fundo, eu já sabia que me machucariam.
Durante muito tempo, eu confundi empatia com silêncio. Achei que ser madura era aguentar. Que amar era ceder. Que entender o outro significava ignorar o que doía em mim. E cada vez que eu ultrapassava um limite interno para manter algo de pé, eu perdia um pouco de mim no processo.
Talvez você se reconheça nisso.
Talvez você também já tenha sentido aquela culpa estranha por dizer “não”. Como se se posicionar fosse egoísmo. Como se colocar um limite fosse exagero. Como se o erro estivesse sempre em você, nunca na situação.
Este livro não é sobre endurecer o coração.
É sobre parar de se violentar emocionalmente tentando ser tudo para todos.
Eu não escrevo aqui como alguém que sempre soube se posicionar. Escrevo como alguém que aprendeu do jeito difícil que ignorar os próprios limites não evita dor — apenas adia. E quando a conta chega, ela costuma vir mais alta.
O que você vai encontrar nas próximas páginas não são fórmulas prontas nem promessas de finais perfeitos. O que eu ofereço é consciência. É clareza. É a permissão de se ouvir sem se culpar.
Colocar limites não garante que tudo dará certo.
Mas garante que, quando algo terminar, você não vai sair se sentindo pequena, confusa ou errada por ter se traído no caminho.
| Número de páginas | 31 |
| Edição | 16 (2026) |
| Formato | A4 (210x297) |
| Acabamento | Capa dura |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Polen |
| Idioma | Português |
Tem algo a reclamar sobre este livro? Envie um email para atendimento@clubedeautores.com.br
Faça o login deixe o seu comentário sobre o livro.