OLYMPUS LIVRO III
300 POEMAS
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Poesia, Literatura Nacional, Entretenimento
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Sinopse

44ª livro do autor de:

1. OS OCEANOS ENTRE NÓS

2. PÁSSARO APEDREJADO

3. CABRÁLIA

4. NUNCA TE VI, MAS NUNCA TE ESQUECI

5. SOB O OLHAR DE NETUNO

6. O TEMPO QUE SE FOI DE REPENTE

7. MEMÓRIAS DE UM FUTURO ESQUECIDO

8. ATÉ A ÚLTIMA GOTA DE SANGUE

9. EROTIQUE

10. NÃO ME LEMBREI DE ESQUECER DE VOCÊ

11. ATÉ QUE A ÚLTIMA ESTRELA SE APAGUE

12. EROTIQUE 2

13. A CHUVA QUE A NOITE NÃO VIU

14. A IMENSIDÃO DE SUA AUSÊNCIA

15. SIMÉTRICAS – 200 SONETOS (OU COISA PARECIDA) DE AMOR (OU COISA PARECIDA”)

16. AS VEREDAS ONDE O MEU OLHAR SE PERDEU

17. A MAGIA QUE SE DESFEZ NA NOITE

18. QUAL É O SEGREDO PARA VIVER SEM VOCÊ?

19. OS TRAÇOS DE VOCÊ

20. STRADIVARIUS

21. OS SEGREDOS QUE ESCONDES NO OLHAR

22. ATÉ SECAREM AS ÚLTIMAS LÁGRIMAS

23. EROTIQUE 3

24. OS POEMAS QUE JAMAIS ESCREVI

25. TUA AUSÊNCIA, QUE ME DÓI TANTO

26. OS DRAGÕES QUE NOS SEPARAM

27. O VENTO QUE NA JANELA SOPRAVA

28. EROTIQUE 4

29. A NOITE QUE NÃO TERMINOU NUNCA MAIS

30. AS HORAS QUE FALTAM PARA TE VER

31. OLYMPUS: LIVRO 1 – EROS (1ª PARTE)

32. OLYMPUS: LIVRO 1 – EROS (2ª PARTE)

33. NO AR RAREFEITO DAS MONTANHAS

34. VOCÊ SE FOI, MAS ESTÁ AQUI

35. O AMOR QUE SE FOI E NÃO VOLTOU

36. OS VÉUS DA NOITE

37. OLYMPUS: LIVRO II - ARES, ARTHEMIS, ATHENA, CHRONOS, HADES, MORPHEUS E POSEIDON

38. MADRUGADAS DE SEDUÇÃO

39. O LUAR QUE EM TEUS OLHOS HABITA

40. QUANDO SUA AUSÊNCIA ERA TUDO QUE HAVIA (contos e crônicas)

41. ESSA SAUDADE QUE NÃO QUER IR EMBORA

42. OLYMPUS: LIVRO 1 – EROS (3ª PARTE)

43. UM ÚLTIMO BEIJO EM PARIS

Este é o 5º volume - com 300 poemas em cada um deles - da série Olympus, com 14 capítulos, cada um dedicado a um deus grego, todos eles publicados pelo Clube de Autores. Este Livro III é dedicado aos deuses APHRODITE, APOLLO, EREBUS, GAIA, HERA e ZEUS.

Alguns trechos dos poemas deste livro:

Alguns trechos:

“Quando nos separamos, eu a olhei, / E vi as estrelas que em seu olhar brilhavam, / Embora ainda fosse dia claro, / E então outra vez a beijei, / E colhi os líquidos que em sua boca brotavam, / Naquele beijo cheio de paixão e tão raro!”

“Descobri em tuas macias costas / Uma colorida e perfeita tatuagem, / Mas elas nunca ficaram expostas, / E faltou-me um pouco de coragem / Para te perguntar o que havia tatuado!”

“És para mim o desejo que alucina, / És o veneno que me contamina, / És o vento soprando na esquina, / És a paixão que nunca termina!”

“Tu me olhas com esse olhar candente, / Daqueles que me causam alvoroço, / Mas não posso matar teu desejo ardente / Apenas meia hora depois do almoço!”

“Tentei dizer que te amava, mas não conseguia, / Meus olhos mergulharam ao encontro dos teus, / E naufragaram quando beijei tua boca macia...”

“Depois disto, como te deixar / Desse jeito como estás agora, / Com o corpo todo a pulsar, / Nessa paixão que me apavora?”

“Quando me beijas com paixão, / Vou ao céu, e volto à Terra, / Tua língua bombeia meu coração, / Nessa batalha que se descerra...”

“Liberamos milhões de anticorpos / Quando minha alma encontra a tua / Ao emaranharmos nossos corpos / Enquanto deliro de te ver toda nua”

“Depois de saciados, sussurro em teus ouvidos, / Sobre esse imenso amor, do qual nunca reclamo, / Palavras tão doces, de sentimentos proibidos, / Para nunca esqueceres o quanto te amo...”

“Let me kiss you / And dry your eyes of blue / While the passion arrives / For the rest of our lives”

“Tomara que não seja um sonho, pois não suportaria, / Depois de tanto sofrimento, te ver desaparecendo, / Como se fosse um fantasma que me fizesse uma visita, / E sumisse de novo, apagando toda essa alegria / Que sinto, quando de novo em meus braços te prendo, / E te cubro de beijos, revivendo essa paixão infinita...”

“Então, vamos seguindo assim, / Nesse estranho jogo de cabra-cega, / Onde você nunca tira a venda, / E acha que o amor deve ser uma lenda, / Onde você para sempre me nega,”

“Deixe-me saborear sua inesperada avidez, / Tome mais um gole de vinho, e não pare, / Destrua de uma vez minha maldita timidez, / E nos amemos, antes que a manhã nos separe...”

“Fiquei estático e ofegante, / Sem poder acreditar em minha sorte, / Depois de tanto desejo lancinante, / Ficarei sorrindo de orelha a orelha / Até o dia da minha morte...”

“E quando a luz do dia nos desperta, / Juntas tuas roupas, me beijas e partes, / Mas deixas a porta apenas entreaberta, / Para à noite voltares às minhas profanas artes...”

“A chuva intensa molha os teus cabelos, / Uma nuvem de água te moldando um vestido / Que esconde de mim os teus pelos / Eriçados, úmidos de desejo, / Inebriando-me cada sentido,”

“Calma, linda Condessa, não desanimes, / Nem te preocupes com versos com que rimes, / Pois o pior desses combates de que tanto gostas, / Quando alguém te pega de jeito pelas costas, / É sem dúvida depois arrumar a cama, / E disfarçar as marcas deixadas / Pelo amante de tão fogosa dama,”

“Seu olhar carente / Lança-me dardos / Que me fuzilam / Diz-me o que sente / Nesses petardos / Quando cintilam”

“Ao ver que os meus a perseguem, / Seus olhos se erguem, / E nessa troca de olhares, / Eu penetro em dois mares, / De um brilho tão profundo, / Que transforma meu mundo, / De angústia e amargura, / Em paz e ternura, / De encontro ao paraíso, / Que descubro em seu sorriso...”

“Deixa-me ocupar teus espaços / Até a noite acabar / E nunca mais te esquecer / Até o fim do caminho...”

“E, nesses torniquetes contra a solidão, / Fazer explodirem em gozo teus sentidos, / Para não sair nunca mais de teu coração...”

“Já vejo ao longe tuas belas curvas, / Próximo de cumprir esse destino profano, / De misturar minhas águas turvas / Ao teu límpido e profundo oceano...”

“E entre beijos e gritos roucos, / Assim varamos a madrugada, / Entregando-nos aos poucos, / A essa paixão desmesurada...”

“Descemos bem devagar aquelas escadas, / Acalmando por instantes nossas bocas atrevidas, / Olhando-nos profundamente, de mãos dadas, / No primeiro dia de amor do resto de nossas vidas...”

“Eu e você juntos somos incríveis, / Minha tristeza junto com sua alegria, / Ultrapassando todos os níveis possíveis, / Para disseminar pelo mundo a Poesia...”

“Mas, quando acordei, não entendi mais nada, / Estava sozinho no apartamento dela, deserto, / A única roupa era a minha, na sala espalhada, / Não havia rastros dela, e fiquei boquiaberto!”

“No dia em que isto acontecer, / Os esquimós se amarão nos iglus, / As camas do planeta irão estremecer, / E as cidades se encherão de luz!”

“Tive medo de que notasses meu dilema íntimo, / Alimentado pelo meu desejo erótico, / De rolar contigo por um colchão aquático!”

“Do alto de 40 séculos de história, / Teu corpo nu me desafiava, / Qual uma linda esfinge moderna, / A descobrir teus mais profundos segredos.”

“Acho que um de nós dois se descuidou, / Pois juramos amor e fizemos um pacto, / Mas aquele amor onírico se evaporou, / Embora meu desejo por ti continue intacto!”

“Depois, a noite se esvaiu tão ligeira, / Enquanto nossos corpos se saciavam, / Eu te amava de qualquer maneira, / Enquanto as nossas mãos se enlaçavam, / Enquanto tua risada ecoava, / Enquanto a noite se acabava, / Até confessares que me amas, / Enquanto o lençol ardia em chamas...”

“Teus olhos me seduzem, / Como nunca quiseram, / E na noite reluzem / Como sempre fizeram! / E por momentos incríveis, / Nós nos tornamos um só, / Em beijos inesquecíveis, / Até a ilusão virar pó...”

“E dessa nossa paixão verborrágica, / Que até então só fizera doer, / Ficarão os rastros dessa noite mágica, / Que nunca mais poderei esquecer...”

“Singro os mares em ti aprisionados, / Imensos corais de reluzente azul, / E neles jazem para sempre naufragados / Meus versos, abalroados pelo teu corpo nu...

E durante o que te restar de eternidade, / Teu corpo lembrará nossa paixão, / E às vezes rolarão de teus olhos de jade / Gotas de nosso amor na imensidão!”

“Neste dia que até então era sórdido, / Sob os olhares de um casal mórbido, / Que se beijava ferozmente de modo hórrido, / Engatamos o início de um romance tórrido.”

“Até que enfim você desiste, / E desvenda o corpo lindo de doer. / E então a solidão pede licença, / E mansamente se ausenta,”

“Então minhas costas com tuas unhas rabiscas, / Enquanto sobre a cama, por entre os lençóis, / Nossos corpos se juntam e soltam faíscas, / Gastando energia como se fossem dois sóis, / E nossos olhos se estreitam em duas riscas, / Iluminando a noite como se fossem faróis!”

“E vestirei a carapuça, / Assumindo que fugia de ti, / Por medo de me apaixonar, / Pois poucas vezes senti

Desejo tão grande de alguém tocar / Intimamente, até teu néctar fluir / E molhar tuas entranhas,”

“Se eu pudesse te guardar num volume, / E bastasse abri-lo, / Para, junto com teu perfume, / Voltasses com tudo aquilo / Que aprendi a mentalizar com fervor, / Seria uma combinação incrível / Entre um sonho e um sonhador!”

“E teu êxtase explodia e se acalmava depois,/ Por tantas vezes, que eu nem contei, / Naquele momento mágico de nós dois, / Que mesmo que viva mil anos, nunca esquecerei...”

“Em teu corpo encontrei / Algumas gélidas trilhas, / Alvas como as neves do Aconcágua, / Mas quando as explorei / Revelaram-se doces armadilhas, / Pois escondiam uma tépida água, / Tórrida como um vulcão inativo, / Aguardando que alguém te despertasse / E percorresse teus caminhos inexplorados...”

“E na cama, entre cetins e sedas, / Trocaremos nossos fluidos, / E sentirei tuas gentis labaredas, / Depois de alguns descuidos!”

“Beija-me, faz um chamego qualquer, / E logo começa de novo a orquestra / Nesses jogos de homem e mulher, / Onde você é regente e maestra...”

“Até o final deste semestre, / Serei o teu humilde mestre / De artes impudicas e sensuais, / Que não se acham em manuais...”

“Abafo com meus beijos os teus gritos / De prazer, devassidão e loucura, / Perdendo-me em teus olhos infinitos, / Nessa doce doença da qual és a cura!”

“In the solitude of her room, she put her hands on her dry lips, / As dry as if she had not drunk anything in millions of years. / She remembered again, as ever since she met him, / That strange and overpowering man who made her lose her mind.”

“Começas a dizer obscenidades / De como meu beijo te excitou, / Bem junto ao meu ouvido, / Enquanto teus lábios me percorrem, / Desafiando-me cada sentido, / E de tua boca suavemente escorrem / Gotas de puro prazer...“

“Depois, deixamos a noite ruborizada, / E a lua tímida sair detrás do nevoeiro, / Que, denso, cobria essa noite estrelada, / Enquanto você me devora por inteiro!”

“Ontem, tive um sonho tão insólito, / Estava voando num tapete mágico, / Junto ao teu retrato, que se tornara sólido, / Sobre um país que era tão exótico, / E nessa trama de teor onírico, / O nosso amor não era mais tão trágico...”

“Não foi mais do que um sonho bom, / Que logo se afogou na areia, / Uma linda sinfonia sem som, / Preenchendo o espaço que nos rodeia!”

“E agora, não consigo mais esquecê-la, / Apago a luz, e fico quieto no escuro, / Mas você entra, e acende sua estrela / E me leva em seu submarino, rumo ao futuro.”

“Esperando até que vertes / Em minha boca gotas de teu prazer, / Depois de, por horas, arder / Nessa volúpia que me devora / Até chegar a hora de ires embora, / Depois de enfim te cansares, / Mas espero até voltares, / Para recomeçarmos a brincadeira, / Que durará pela nossa vida inteira...”

“Como esquecer nossa história, nós que nos amávamos tanto? / Entro no meu carro e tomo o rumo do teu apartamento, / E quando abres a porta, encaras-me com raro espanto, / Mas te jogas em meus braços, curtindo aquele momento...”

“O que vem a ser essa emoção esquisita, / Que quando estamos juntos explode? / O que vem a ser essa solidão infinita, / Que longe de você me sacode?”

“E assim foi, por toda aquela noite inesquecível, / Da qual emergimos imersos em suor intenso, / E da qual guardaremos uma lembrança incrível / Do dia em que começou esse nosso amor imenso!”

“Vou deixar de lado esse meu jeito sério, / E jogar-me nesse teu perigoso jogo, / Para investigar de perto o mistério / Escondido em teus cabelos de fogo!”

“Peque, / Mostre-me o seu leque / De ocultos prazeres, / Escondidos nos dizeres / Do Kama Sutra / Ou em outdoors na Via Dutra! / Passe sua ardente língua / Em meu sexo, que está à míngua, / Ansiando pelo seu, /

Que você escondeu / Sob montanhas de pedra, / Num terreno onde não medra / Nenhum prazer!”

“Fica comigo esta noite, / E depois desse pernoite, / Junta às minhas tuas roupas, / Para ver se me poupas / De ficar esperando por ti, / Nessa angústia que tanto vivi / Pelas noites e madrugadas, / Aguardando por tuas chamadas,”

“Varrerei nuvens de estrelas, num vórtice, / Na noite voraz que nossas ilusões devora, / Desmontando polígonos sem vértice, / Vertendo-se em suas veias lá fora...”

“Varrerei nuvens de estrelas, num vórtice, / Na noite voraz que nossas ilusões devora, / Desmontando polígonos sem vértice, / Vertendo-se em suas veias lá fora...”

“Deixa-me te narrar um sonho que tive / Em que eras o último amor de minha vida, / E te contarei dos lugares em que estive / Na eterna procura por uma paixão suicida!”

“Ainda não foi desta vez / Que fizemos amor, / Mas nas preliminares / Chegamos bem perto! / Mas ainda neste mês, / Tentarei ser mais sedutor, / Até enfim te entregares, / E minha chuva molhar teu deserto!”

“E ao final dessa doce batalha / Sem vencido nem vencedor / Por tua linda boca espalha / O néctar de nosso amor”

“Por horas, ficamos nadando por ali, / Tu, brincando de engolidora de espadas, / Eu, de mágico, sumindo dentro de ti, / Nós dois, num circo de conto de fadas...”

“E quando o sobes inteiro, num último gesto, / Jogando-o sobre mim, numa insana sedução, / Vejo que eu tinha razão, pois era todo o resto / De roupa a te afastar de minha louca paixão!”

“Tua volúpia assassina / Que sempre versejo / Aos poucos me mata / Quando me ensina / A matar teu desejo / A secar tua cascata”

“Oferecerás as tuas lindas fendas, / Deixando que eu preencha os teus espaços, / E construiremos novas lendas, / Até a noite vencer nossos cansaços...”

“Sentimentos cadentes, / Sobre corpos / Sedentos, candentes, / Sôfregos, cálidos, / Saciados, corados, / Sexy carne / Sem censura...”

“Foi tanto amor reprimido / Que às vezes ainda duvido / Que hoje estamos distantes, / E que aquele fogo de antes / Sucumbiu à primeira tempestade, / Deixando essa imensa saudade, / Essa tristeza atroz e infame, / Que, não importa como a chame, / Tem impresso o teu nome”

“À noite, galgo devagar tuas costas, / Deixando o teu corpo arrepiado, / Esquecendo as normas impostas, / Pois vale tudo em nome do pecado!”

“E quando saímos dali saciados, / O mar nos joga uma onda derradeira, / Como se saudasse os nossos bailados, / Que ensaiamos pela vida inteira...”

“Em meus sonhos diurnos, / Lembro essa linda tatuagem alada que carregas / Logo acima dessas tuas grossas coxas. / É onde inicio longos voos noturnos, / E te mordo devagar e às cegas, / Mas sem deixar manchas roxas...”

“Tentes esquecer nossas tardes / De paixão, vinho e loucuras, / Na cama em que sempre ardes / Com os nossos beijos e juras...”

“Teu beijo é mais longo que ano bissexto, / Vicia muito mais do que droga pesada, / Para ganhar o primeiro inventei um pretexto, / E agora não consigo mais sair desta cilada!”

“E no vaivém que a noite admira, / Navegamos contra as correntes, / Num desejo que o quarto nunca vira, / Tu me mostrando o amor que sentes!”

“E no primeiro beijo que trocamos, / Naquela mesma noite mágica, / Quando os nossos corpos colamos, / O desejo cresceu de forma ilógica...”

“Fiquemos um pelo outro loucos / E em minha casa pernoites / Depois de muitos gritos roucos / Na primeira de infinitas noites”

“Cansei de calcular senos e cossenos! / Tudo o que quero de agora em diante / É escalar o teu Monte de Vênus... / E com dureza digna de diamante, / Umedecer de amor tuas cavernas,”

“E depois de horas de gritos e uivos, / Você nunca mais conseguirá me seduzir, / Será apenas uma pasta em meus arquivos, / Depois de tantos anos a me consumir!”

“Quando os lábios se tocam, / E carinhos trocam, / Quando mostras os seios, / Quando tiras as roupas, / E então deixas expostas / As tuas lindas costas / E essas rijas polpas, / A tua carne quente, / O teu corpo carente.”

“Where are thou / Other half of me? / The memory of you / Surrounds me / And so it always will be!”

“Se será por sua magia que virarei seu escravo, / Mas talvez seja nesta noite que eu desbravo / Se farei suas vontades, ou ela será minha serva, / Nessa aventura que a bola de cristal nos reserva...”

“Prédios ardiam até sobrarem as brasas, / E carros também eram incendiados, / Eu te procurava em todas as casas, / Desviando-me daqueles amaldiçoados...”

“Sem controle, o suor brota da minha fronte, / Fico ali parado, junto à porta fechada, / Eu e seu fantasma, no fundo da sala ali defronte, / Nesta noite sinistra e assombrada!”

“Faz muito tempo que o nosso amor já morreu / Mas fica me rondando como se fosse um zumbi, / Com lembranças que o próprio tempo esqueceu / E cobrando-me um amor que eu nunca recebi!”

“Esta noite, você me apareceu, / Com olhos de quem pede perdão, / Mas deve ter sido só uma ilusão, / E quando abri os olhos, estava só eu.”

“Nos trilhos da vida, a tristeza dispara / Como se fosse uma veloz locomotiva, / E a maldita solidão ri de nossa cara, / Quando percebe nossa dor convulsiva...”

“Quando foi que abandonaste / Nosso mundo de sonhos e fantasia / Onde o meu amor te prendeu? / Como foi que te afastaste / De nossas noites de sexo e Poesia / Só porque um vampiro te mordeu?”

“Assim que começou o inverno, / Você me mandou para o inferno, / E eu fui! Mas voltei, sabe por que? / Estou aqui para lhe assombrar, / Pois como vou ficar sem você, / Lá ou em qualquer outro lugar?”

“Vou escrever um último poema de amor, / Para te contar o tamanho dessa dor, / Que quando vem a noite, chega ao cúmulo, / E gravá-lo para sempre em teu túmulo, / Para, quando o leres, teres pena de mim, / E finalmente parares de me assombrar assim...”

“Doce vampira, chupe meu sangue, / Até a última gota, com vontade, / Até me deixar completamente exangue, / E farei parte de ti, por toda a eternidade...”

“Descobri, tarde demais, que as bruxas hoje nos reduzem / A inofensivos brinquedos, escravos sexuais e joguetes, / Enquanto voam por aí, lindas e louras, / E aos pobres e infelizes mortais seduzem, / Montadas em seus avançados foguetes, / Disfarçados em inocentes vassouras!”

“Olhei pela porta semicerrada, / E quase morri de susto, / Pois estavas no escuro pelada, / Mas escorria sangue por teus caninos! / Pensei que Deus fosse justo, / Queria teu amor, não teus dentes assassinos...”

“Infame vampira, que dormes numa tumba, / Em teu sinistro castelo moderno, / Lutarei até que como guerreiro sucumba, / Pois não tenho intenção de ser eterno, / E te exorcizarei com uma macumba / Que anotei na última folha de meu caderno,”

“Vermelha é a cor de teu sangue / Que espalhas pela relva, / Pelo pântano, pelo mangue, / Pela planície, pela selva,”

“Vá ver se estou na próxima esquina / Olhando construírem o metrô / Tente me encontrar na China / Ou contrate para você um gigolô”

“Como fui amar uma vampira, / E viver nesse eterno alvoroço, / Se sei que por minha nuca suspira, / Sonhando morder meu pescoço?”

“E camuflado pelos trilhos do bonde / Um soluço desesperado se esconde / Triste sobrevivente de um cataclismo / Tentando escapar do fundo do abismo”

“Um dia, alguém que eu amava / Perguntou-me, perplexa: / ‘Você existe mesmo? / Difícil acreditar que é de verdade!’ / Pesaroso, respondi: / ‘Existi, até duvidares de mim.’ / E numa nuvem de fumaça, desapareci / Diante de seus olhos dilacerados...”

“E entre teus dentes de marfim / Juro que vi presas pontiagudas / Que em meu pescoço estudas / Cravar sem qualquer compaixão / Enquanto por ti morro de paixão / E sugar-me com tuas presas primevas / Depois levar-me para tuas trevas”

“À noite na praia, julguei ver teu fantasma, / Mas não sabia que havias morrido! / Será mesmo um ectoplasma, / Ou será um sexto sentido?”

“Seu fantasma fica me rondando, / Dando risadas na minha frente, / Mas não sei até quando / Durará esse ectoplasma insistente!”

“Os políticos brasileiros, / Especialistas em jogos cênicos, / São mestre galhofeiros, / Ou então são esquizofrênicos!”

“Esse horror tão intenso / Que te circunda / Gera o pavor imenso / Que te inunda...”

“Terroristas adoram espalhar o pandemônio, / Será que algum dia deixarão de adorar o demônio, / Essa besta à solta em Riad, Damasco ou Bagdá, / A quem cultuam, disfarçado de Allah?”

“Quem dorme ao teu lado na cama, / Não é mais quem tanto te amou, / Mas um espectro distante do passado, / Que a poeira do amor apagou...”

“Quanto mais se mexe, mais fede! / Jura inocência o político de nove dedos, / Que à Justiça clemência pede, / Mas é cheio de torpes segredos!”

“Voas livre pelos ares, / enfeitiçando todas as criaturas, / Sem nem te lembrares / desse amor cuja saudade é a maior das torturas...”

“Um enorme sufoco calou minha voz, / E sequei, como se mordido por um vampiro! / Levarei essa dúvida atroz / Até o meu último suspiro, / Pois cada vez que penso em nós, / Só não dói se eu não respiro!”

“Nosso amor foi mágico até o fim, / Sempre repleto de ternura e esperança, / E para mim sempre será / O mais cobiçado troféu. / Quando tiveres saudades de mim, / Beija suavemente a minha lembrança, / Que sempre te guardará / Até que eu volte do Céu...”

“Mas o toque de seus lábios permanecerá / Para sempre em mim tatuado, / Como se fosse um beijo roubado, / Ou como se houvesse sido esculpido / Por uma flechada invisível de Cupido! / E esse beijo sutil e momentâneo, / Mas principalmente espontâneo, / Terá sido dado para ver se eu descubro / Nesse dia trinta e um de outubro / Se você é mesmo de verdade, / Com esses seus infinitos olhos de jade?”

“Então você encheu minha mente com memórias, / Com histórias nunca vistas e nunca sonhadas, / Mas o pior é o horror que apaga a luz, / Trazendo seus rastros na noite sombria...”

“Não quero Maisena ser o seu almoço, / Puma vítima indefesa de sua fúria homicida, / Mas essas marcas que Colgate em meu pescoço / Irão me acompanhar por Toddy a vida!”

“Com meu destino, não me conformo, / De um homem, virei apenas a sombra, / Tantas noites acorrentado num mastro, / Atormentado por sedes estranhas. / Mas não me esqueci de tua pele de alabastro, / Nem de teu cheiro, gravado em minhas entranhas...”

“Por que quando acordo de nada me lembro, / Mas minhas roupas estão sempre em farrapos? / Por que o ano todo, de janeiro a dezembro, / Minhas lembranças noturnas são apenas fiapos?”

“E nesses versos sombrios, deixo aqui registrado / Que o inferno tem entre nós seus enviados, / E entre quem tem o poder, haverá um amaldiçoado, / A cravar na jugular de inocentes seus dentes afiados!”

“É tão estranho, saber que você existe em dois níveis, / O físico, que está pelo mundo a vagar, sorridente, / E esse sobrenatural, que só existe em meu quarto! / Essa manifestação é uma daquelas coisas impossíveis, / Quando estou distraído, aparece de repente, / E, quando a vejo, quase tenho um infarto!”

“Jamais serei o teu consorte, / Comigo só encontrarás a morte! / Serei eu a dar a última cuspida / Nesse teu simulacro de vida!”

“Não tenho medo de avião, / Só de que ele caia, / E nem tenho medo da paixão, / Só de que ela me traia!”

“Mas não o vejo, pois é um fantasma afinal, / Mas esse mistério esquisito me descabela, / Pois esse frio na noite quente não é normal, / De onde vem tanto gelo numa noite tão bela?”

“Não sei de onde você veio, / Pois surgiu bem na minha frente, / Mas tem tatuado no seio / Um vermelho tridente!”

“A noite liberta um denso nevoeiro, / E esconde a solidão que me espreita, / Aprisionado nesse sinistro cativeiro / Com seu espectro que comigo se deita...”

“Não chores, todas as cores um dia passam, / Pessoas vão para os cúmulos todos os dias, / O quiabo é irredutível, não importa o que façam, / Arrasta para o inverno quem viveu em regalias!”

“Pensei que a houvesse expulsado, / Mas qual o que! / Você é um espectro vindo do passado, / E em tudo ao meu redor vejo você...”

“O que poderia te dizer nessa hora, / Em que vejo esse morteiro / Que sobre mim paira agora? / Melhor não mexer nesse vespeiro, / Pois esse teu olhar apocalíptico / Já me julgou, condenou e executou!”

“Saímos dali correndo, apavorados, com a brisa fria em nossas costas, / Convictos de que um pedaço do inferno morava junto de nós, / Todo esse tempo, sem que sequer percebêssemos, / Mesmo que de vez em quando um dos aldeões sumisse, / Sem deixar nenhum rastro, e nunca mais voltasse. / Eu vi, senhor viajante, e nunca mais me esquecerei / Daquele dia amaldiçoado em que dois demônios se cruzaram, / E o demônio mais antigo venceu a batalha...”

“Estou a navegar em meu barco, / Quando ouço cantar uma sereia, / E então numa aventura embarco, / Sob as bençãos da lua cheia...”

“Rezam as lendas que, além da última luz, / Há feras que nunca foram vistas, / Ferozes como nenhuma palavra traduz, / Cujos olhos brilham como ametistas! / Não se arrisque por lá, nobre viajante, / Nada há além do farol que possa seduzi-lo, / Por tudo que há de sagrado, não siga adiante, / Pois dizem que aquelas feras podem abduzi-lo...”

“Do lado de fora das vitrines / Dos grandes magazines, / Pessoas famintas espreitam, / Pedindo esmolas aos que se deleitam / Em comprarem o que não precisam, / Desprezando o solo onde pisam, / Sem ligarem para quem morre de fome, / Para os desprezados sem nome, / Para os quais o Natal é um teatro, / Encenado nas ruas onde ficam de quatro / Por um mísero prato de comida, / Sem mais nenhuma esperança na vida,”

“Nesses teus olhos fantasmagóricos / Que me testam sob a luz do luar, / Vejo rastros de monstros pré-históricos / Que se esconderam no fundo do mar!”

“Oh, oráculo das brumas, / Que em algum antro te escondes, / Entre pântanos e negras espumas, / Em cujos segredos sombrios sondes...”

“Até onde podem chegar / As mentiras deslavadas / Desses ladrões que nos governam? / Pensam que ainda iremos acreditar / Nessas histórias descaradas / Com que suas virtudes externam!”

“Espalham-se entre nós, ocultos, / E deles só vemos os olhos avermelhados, / Nos becos escuros, surgem seus vultos, / Caindo como pragas sobre os desabrigados... / Nada podemos fazer contra esses seres, / Oriundos do inferno, são crias do mal, / Mas durante o dia, se os perceberes, / Ocupam gabinetes no Congresso Nacional!”

“Esses corruptos já passaram de qualquer limite, / E cada nova declaração de inocência que fazem / Tem como consequência que eu quase vomite, / De tanto nojo que esses patifes me trazem!”

“Ó, ser profano, / Egresso das profundezas, / Que nada tens de humano, / Exceto as tuas torpezas, / Que pareces um homem, / Mas na verdade és um demônio, / E nas chamas que já te consomem, / Rodeado pelo pandemônio, / Hás de arder eternamente / Nas profundezas do inferno!”

“E, quando a radiação chega, impiedosa, / Invadindo nossos corpos suados, / Beijando-nos até o instante de morrer, / A radiação se instala, vitoriosa, / Sobre nossos corpos desintegrados, / Num amor que nem a morte foi capaz de vencer...”

“Ali parece um antro de torpes batalhas, / Cada um tentando levar vantagem, / Mas no fim, são um bando de canalhas, / Abutres sórdidos de negra plumagem!”

“Ando desconfiado de que você é uma vampira, / E que essa palidez quase cadavérica, / Que às vezes deixa transparecer no rosto, / É porque você não mais respira, / E é por isto que me olha assim tão colérica, / Cada vez que meu pescoço deixo exposto!”

“Depois que seus segredos são descobertos, / As pessoas ficam dizendo: “É mentira”, / Mas se fossem negócios tão certos, / Para que escondê-los como quem conspira?”

“Os teus lábios têm um rio de gelo, / Os olhos sombrios emanam raios, / Serpentes circundam teu cabelo, / E desmortos viram teus lacaios...”

“Tenho um monte de amuletos, / No pescoço carrego uma figa, / Para ti já fiz vários sonetos, / Cultivando essa paixão antiga!”

“Parecem seres humanos, esses ‘talking deads’, / Mas mal conseguem, em suas pretensas vidas, / Manterem-se nas empresas, em cujas sedes / Escondem suas lágrimas, nunca vertidas...”

“The darkness exists since the beginning, / Tangible over all the things, / And even when you think you’re winning, / It comes and cuts your wings!”

“And the more you fear it, you stop to breath, / The darkness surrounds your young wife, / And the more you tremble, you’re closer to death, / Until the morning save your life...”

“Nesse giro sinistro pela Europa gótica, / Fui para a gélida Londres, com seu fog, / E entrei sem querer numa boate erótica, / Onde tomei uísque até ficar grogue!”

“Como combater uma sombra escusa, / Que se esconde entre as paredes, / Talvez fugida de uma história confusa, / Tentando saciar suas inconfessáveis sedes? / Como evitar que minha mente se apavore, / E se refugie nos desvãos da memória, / Como impedir que essa sombra me devore, / E apague dos registros do tempo minha história?”

“Fiquei numa inusitada sinuca, / Quando deste um beijo neste vampiro, feio e gordo. / Agora, não sei se te dou um safado beijo na nuca, / Ou se te mordo...”

“Você ainda é tão nova, / E eu tenho centenas de anos, / Por isto eu lhe fiz essa trova, / Por motivos profanos.”

“Se você me oferecer o pescoço, / Talvez eu lhe crave os dentes, / Mas nunca até chegar ao osso, / Pois nucas são como presentes, / Onde beijos são sempre bem vindos / E costumam provocar um tremor, / E esses arrepios são sempre lindos, / E às vezes se convertem em amor...”

“És tão bela, tão sexy, tão desejável, / Que fiquei com uma dúvida miserável: / Não sei se te como até de madrugada, / Ou se bebo teu sangue, antes da alvorada!”

“No fundo de velhos cadafalsos / O Mal se deleita / Mostrando suas garras / Soltando uivos agudos / Que enlouquecem infelizes caminhantes / Deliciando-se com nossos percalços / O Mal estende-nos o fio da suspeita / E levanta sobre nossas cabeças suas cimitarras / Enquanto aguardamos mudos / Por sonhados instantes”

“Em seus peitos, há corações que (quase) não batem, / São como verdadeiros desmortos, / Criando tristes cães que não latem, / Aguardando navios que nunca atracam nos portos!”

“Meu amor por ti já morreu, / Mas, como um cadáver insepulto, / Fica pelas noites buscando teu vulto, / Esperando em vão por um sorriso teu!”

“Quando passas por mim, tão altaneira, / Estendo aos teus pés o meu casaco, / Tecido em suaves fios de paixão e sonho! / Mas, sem olhar, o pisas e te vais, ligeira, / Sem nem ouvir o som, cada vez mais fraco, / Das lentas batidas de um coração tristonho...”

“Ofertei-lhe o meu amor todo dia, / E, por vezes, ela também me queria! / Mas uma deusa só sabe ser divindade, / Nada entende de amor e saudade...”

“Deus te abençoe, anjo da guarda chamado mãe, / E te recompense pelas noites em claro, / Pelo desprendimento de teu carinho eterno, / Pela beleza de tua alma tão pura, / E pelo amor que em teu peito se encerra...”

“Pois mãe, Deus só lhe deu uma, / Quem ainda a tem, ame-a tanto quanto puder, / E mesmo se estiver doente, leve como uma pluma, / Leve-a em seus braços, enquanto vida tiver...”

“Senhor, ensine-me a perdoar, / Antes de seguir por esses caminhos, / Para que eu consiga não amaldiçoar /

Quem lhe puser Sua coroa de espinhos...”

“Nessa busca pelo conhecimento, / Descubro ser apenas um grão de areia, / Tentando desvendar num único momento / Os mistérios da imensidão que nos rodeia!”

“E do pó, se fez a carne, / E da carne, se fez o amor. / E do amor, se fez o sonho, / E do sonho, se fez a paixão. / E da paixão, se fez o sexo, / E do sexo, se fez a vida. / E da vida, se fez a morte, / E da morte, se fez o pó. / E do pó, se fez a carne...”

“E as lágrimas escorrem por sua face, / Por alguns minutos, soluços a sacodem, / Descarrega em choro a sua enorme ferida, / Estranhamente, sente como se alguém a beijasse, / E quando de repente as suas tristezas implodem, / Compreende que Deus entrou em sua vida...”

“E então, solta-me no infinito, / Para que minhas asas cresçam, / Majestosas como as tuas, / Ou, se eu não o merecer, / Que eu despenque das alturas, / Rumo ao esquecimento, / Até virar poeira de constelações, / E de mim, só restarem meus versos...”

“E é então que nos entregamos / À força infinita de Seu amor, / No momento em que, de mãos postas, / rezamos: / ‘Obrigado, Senhor’! “

“Vi Jesus, já prestes a expirar, / Sussurrar: ‘Pai, por que me abandonaste?’, / E no instante em que Cristo pereceu, / Vi então o céu desabar, e completei: “ ‘Senhor, por que aqui me mandaste?’, / E em pleno dia, de repente anoiteceu, / Quando se foi para o céu quem era rei / De um reino que estava além do nosso!”

“Passo a noite contando estrelas, / Montando seu rosto / Num cósmico quebra-cabeça, / Pensando nos mistérios da imensidão.”

“O Amor é meu pastor, / E nada me faltará! / Afasta a minha dor, / E só a venturas me levará.”

“Rogo a Deus que isto não seja um sonho ligeiro, / Pois descubro que nasci para viver celestes aventuras, / E espero que este voo mágico seja apenas o primeiro / E que eu viva feliz, voando nesse santuário nas alturas...”

“Que de nossa boca saiam palavras divinas, / Inspiradas pelo exemplo de Jesus, / Que possamos reproduzir tuas doutrinas, / E que à recompensa eterna façamos jus, / Permita-nos aumentar o teu rebanho, / Quando conseguirmos ajudar alguém, / E que a nossa fé sempre aumente de tamanho, / Até a hora de em teu reino chegarmos, amém!”

“Os olhos que tudo veem nos acompanham atentos, / Tentando entender nosso desejo incurável / De amar, mesmo famintos ou sedentos, / Cultivando nossa fé inabalável!”

“Como podemos querer sermos salvos por Deus, / E pedirmos que Ele livre nossas almas das trevas, / Se nada fazemos para merecê-lo? / Não somos mais dignos filhos Seus, / Estamos perdidos em armadilhas primevas, / Malditos até o último fio de cabelo!”

“A passagem para o Paraíso / É uma tênue ponte, cheia de curvas, / Sem corrimão ou paraquedas. / Para cruzá-la, é preciso / Que deixes para trás ideias turvas, / Does todas as tuas moedas,”

“Sumiste no mundo, e cobriste bem tuas pegadas. / Mas sou bom detetive, / E busquei-te em vão por toda a Terra, / Escavando nas pirâmides do Egito, / Orando no templo de Ártemis, / Navegando sob o Colosso de Rhodes,”

“Se podemos construir obras tão imensas, / Por que não conseguimos compartilhar o Amor / Em vez de ódio e ofensas, / Guerras, destruição, morte e dor?”

“Ó, Senhor de infinita bondade, / Olhai com carinho por cada um de nós, / Que herdemos de teu Filho a humildade, / E nos calemos para ouvir tua voz...”

“’Raios! Duplos raios!’, / Exclamou Zeus, ao entrar em sua morada! / ‘Quem foi o deus moleque / Que roubou os meus papagaios? / Esse mequetrefe vai levar uma bofetada, / Pois só podia estar de pileque /

Para fazer uma besteira dessas, / Roubando meus papagaios de estimação!’”

“Formulei aos céus uma humilde pergunta: / ‘Senhor, eu existo?’ / Esperei que uma voz poderosa viesse com um trovão, / Mas em vez disto, quase imperceptivelmente, / Um pensamento foi sussurrado em minha mente: / ‘Meu filho, agora você sabe a Resposta...’”

“Aí, ouço um pássaro a cantar, um rio a correr, / Um cachorro a latir, flores a brotar pelos campos, / A chuva a cair, a música de minha vida a fluir. / E percebo com clareza que nada é por acaso: / Deus está me chamando sutilmente a atenção, / Mostrando-me, sem qualquer sombra de dúvida, / A Sua presença onipresente, em toda a criação. / E esses sinais que cruzam meu caminho, / Como se fossem por acaso, sussurram em meus ouvidos: / ‘Meu filho, finalmente você entendeu’...”

“Em um sinistro Universo paralelo, / Jesus Cristo foi crucificado, / Mas não ressuscitou! / Debaixo daquele sol amarelo, / O amor foi vencido pelo pecado, / E Cristo aos céus não se elevou!”

“Enquanto tanta miséria nos assiste, / Não queria falar sobre Papai Noel, / Mesmo porque sei que ele não existe, / Nem renas aladas voam no céu. / Não vou falar sobre nada disto / (Mesmo porque, sem querer, já falei), / Só queria lhes passar uma mensagem de Cristo: / ‘Amai-vos uns aos outros como eu vos amei...’”

“Pois enquanto as nuvens ocultam a lua / Outra chuva branda em forma de pranto / Escorre pela minha face que acentua / A saudade tua que me dói tanto”

“Depois, a escuridão durou por milênios, / As noites se tornaram enfim permanentes, / E o frio, a falta de comida, a guerra insana, / Abateram até mesmo os últimos gênios, / Acabaram-se enfim as últimas sementes, / E o planeta se vingou, destruindo a raça humana!”

“Triste de quem não vê a beleza / Exposta em cada obra-prima / Como as araras em seus voos suaves / Ou o salto das jubartes nos mares”

“Quanto mais subimos, mais o ar fica rarefeito, / E a temperatura desce, até se tornar negativa, / O mundo visto lá de cima é um lugar tão perfeito, / Tão perto de Deus, numa visão tão exclusiva!”

“Caro poeta Drummond, / Lembra-se da pedra que estava no meio do seu caminho? / Pois é, agora a danada plantou-se no meio do meu, / E não dá sinais de querer ir embora! / E o pior, essa é uma bendita pedra-bumerangue, / E se eu a jogo longe, ela volta, / E cai bem sobre a minha cabeça, / Que já está cheia de cortes e hematomas!”

“Que esta chuva benfazeja / Apague de teus olhos tantas mágoas / E para este teu amigo que verseja / Carregue para longe em suas águas / Todas as amarguras, todo o mal / E lave a alma (e a lama) do país do carnaval”

“E eu, quieto aqui em meu apartamento, / Fico divagando sobre essa força da Natureza, / Nesse domingo que de repente ficou cinzento, / Mas estranhamente encharcado de beleza...”

“Encontrei, em um canto da sala, / Encolhida e tímida, uma crisálida, / Frágil, transparente e pálida, / Como se algo fosse quebrá-la.”

“E agora, já é tarde demais / Para reconstruir o que desabou, / Não serás minha nunca mais, / De nós dois, só a saudade ficou...”

“Quando perceberemos que a vida nos aguarda, / Escondida atrás de óculos escuros, / E porque não o procuramos, o amor tarda, / Resignado por trás de altos muros?”

“E agora, que a saudade bate forte, / Nessa hora em que Deus me tocou, / Colocando-me face a face com a morte, / Essa tristeza insiste em fazer parte do show, / E quando essa lágrima termina de rolar, / Eu me ajoelho e rezo pelo meu amor, / Cuja lembrança para sempre aqui jaz, / E me reconcilio com o Criador, /

Para que minha amada encontre a paz...”

“No meio da noite desperto, / E tento me levantar depressa, / Mais cego do que um morcego! / Percebo que estou descoberto, / E cercado por pernilongos à beça, / Que tiraram o meu sossego...”

“E no sonho, o anjo revelou-me segredos, / Sobre o Cosmos e a imensidão dos Universos, / E uma de suas penas deixou em meus dedos, / Pedindo que em troca eu lhe escrevesse alguns versos!”

“Ou talvez os polos da Terra se inclinem, / Provocando fantásticos maremotos, / Incêndios farão com que cidades se calcinem, / E metrópoles serão destruídas por terremotos.”

“Os passos do último dinossauro retumbam como um trovão, / Nos primevos pântanos pré-históricos. / O impacto de um improvável meteoro destruiu sua raça, / Deixando-o sozinho pela Terra, a vagar sem destino. /

Não mais ruidosas caçadas junto a suas fêmeas, / Nem pavorosas lutas com outros dinossauros, / A fazerem tremer a úmida e densa floresta.”

“Por isto, amigo que, ao passar pela rua, / De meu destino infeliz tivestes piedade, / Soltai-me, para eu poder brindar à Lua, / O maior dom que Deus me deu: Liberdade!”

“Vem, chuva refrescante, / Mas, quando te fores, clareia a minha mente, / Dá-me forças para seguir adiante, / Até que eu consiga amar novamente...”

“Encontrei uma ossada de um peixe arcano / Bem no meio das areias do Saara / Onde é que foi parar o oceano / Que um dia de lá se afastara?”

“O que fazer, quando seus filhos foram levados / Pela correnteza, e nunca mais voltaram, / Até descobrir que morreram afogados / Nessas águas, que suas histórias marcaram?”

“A magia voa pelos ares, explícita, / Na gaivota que afunda no mar, / Nas cores da Natureza, solícita, / No amor que ilumina o teu olhar...”

“Não chore pelos meus versos, / Pois são quase todos de mentira, / Nunca vaguei por outros Universos, / E nenhuma deusa me admira!”

“Há os amigos que chegam dando porrada, / Quando nos vêem envolvidos em uma briga, / Os que choram conosco até de madrugada, / Quando juntos perdemos alguma pessoa amiga.”

“E, de repente, que eu me veja em teus olhares, / Emerso de um buraco negro devastador, / E me deixes mergulhar em teus pulsares, / Para vivermos um lindo sonho de amor...”

“E assim, ao final de tudo, / Ficou em mim uma saudade, / Erguida como meu escudo, / Contra a dura realidade...”

“Poetas são grandes arquitetos aéreos / Sempre construindo castelos no ar / Feitos com imensos pilares etéreos / Moldados com a essência do sonhar”

“Em minhas veias, correm rios de Poesia, / Versos líquidos percorrem meu sangue, / Meu coração bombeia pura Fantasia, / Que dispara e volta como um bumerangue!”

“Every neuron in my brain shines, / Building grandiose factories of rhymes, / Every of my cells sings verses so divines / When sonnets are produced by my enzymes.”

“É um lugar encantado, esse bosque poético, / Onde os deuses do Olimpo abrigam suas filhas, / Junto com animais que jamais existiram, / Que um dia mostrarei para seu olhar magnético, / Que tanto se encantará entre essas maravilhas / E meus versos em línguas que nunca se ouviram...”

“São tantas musas que me perseguem / Por esses sonhos onde me perco! / Não deixo que seus encantos me ceguem, / Enquanto tento escapar de seu cerco...”

“Andei lendo Cecília Meireles, / E estou tentando aprender com as primaveras / A deixar-me cortar, para depois voltar inteiro. / Ainda não deu muito resultado: / Até o momento, colecionei alguns hematomas, / Vários cortes incuráveis (na pele e na alma), / Mas ainda não desisti! / Quem sabe, um dia dá certo?”

“Ao terminar aqueles lindos cantares, / O anjo abriu suas asas, e se elevou / Às nuvens, lenta e mansamente, /

Deixando um rastro branco pelos ares, / E já bem alto, de leve me acenou, / E se foi, junto com o Sol no poente...”

“Às vezes, a Poesia me chama / E mando dizer que não estou, / Pois nas brasas dessa chama, / Ainda sou o dono deste show. / Às vezes, ela está no comando, / Outras, quem comanda sou eu, / Pois quando estou versejando, / O próprio tempo já me esqueceu!”

“Algumas chaves abrem portas / Que jamais deveriam ser abertas, / Acordam lembranças que pareciam mortas, / E para sempre permanecem despertas...”

“Olhando para minha imagem no espelho / Percebo que as rugas que o tempo / Espalhou pelo meu rosto /

Não dizem nem metade das coisas / Do que as inúmeras cicatrizes / Que deixou em meu coração!”

“Estou de volta a meus dias taciturnos, / Tento dormir de novo, mas é tarde demais, / Pois só apareces em meus sonhos noturnos, / E fora deles, não consigo te ver nunca mais...”

“Um dia, uma hipotenusa / Apaixonou-se por dois catetos, / Iniciando um triângulo amoroso... / Mas ela logo ficou confusa, / Tendo pesadelos com quartetos, / Por ter começado esse jogo perigoso!”

“A coisa não anda fácil para ninguém! / Dia desses, a minha mulher se distraiu, / E inadvertidamente chamou-me de “meu bem”. / O gerente do banco estava perto e ouviu, / E por pouco não me toma de mim! /

Quase não escapo dessa sinuca sem fim, / E para sair dessa situação vexatória, / Fui obrigado a pedir moratória, / Pois como eu poderia ficar assim, / Vivendo o resto da minha vida sem mim?”

“Poetas não gostam de mesmice, / Mas sim de doidice! / Vivemos de paixões / E explosões, / Amor / E terror, / Beleza / E tristeza, / Sonhos / E versos tristonhos, / Lembranças / E esperanças, / Belezas / E tristezas, / Esperas / E quimeras, / Ilusão / E decepção / Saudade / E eternidade, / Alegria / E fantasia, /

Esplêndidas luas ; E amantes nuas, / Noites de sexo, / E espelhos sem reflexo, / Lindas musas / E mulheres confusas, / Beijos roubados / E poemas guardados, / Num mundo / Que muda em um segundo, / E uma nova emoção aflora / A cada hora... / Assim é a Poesia, / Que se renova todo dia!”

“Só posso então gentilmente lhe oferecer / Meu ombro para você desabafar e chorar, / Contar-lhe piadas para não enlouquecer, / Ficar ao seu lado para você não desabar!”

“Quando foi que deixei a Poesia / Arrastar-me para dentro de um barco / Carregado de sonhos e fantasia, / Cheio de flechas mas nenhum arco?”

“És a minha fada! / Serei eu o teu fado?”

“Minha mochila foi roubada, / E dentro estava o meu coração, / Envolto em poemas de amor, / Mas quem roubou logo o devolveu… / Tenho pena daquela moça perturbada, / Com sua enorme confusão / Por aqueles versos com tanto fervor / Daquele coração que nunca foi seu!”

“Um poeta tem um pé no céu, e outro no inferno, / Um no verão, e outro no inverno. / Costuma ser um iludido, um sonhador, / Sempre a fantasiar a paixão e o amor, / E a cantar a divina beleza / Da vida, dos sonhos, da Natureza.”

“Essa tristeza que disfarço / Não diz nem metade das coisas / Do que diz minha solidão”

“O poeta vive a divagar, / Devagar, / E de repente / Derrapa nas curvas / Turvas / Da mente.”

“Seres humanos são duais / Compartilham trevas e luz / Ódio e amor / Maldição e cruz / Bênçãos e terror /

Tristeza e alegria / Vingança e perdão / Concretismo e fantasia / Pena e condenação”

“E se amanhã eu me tornar triste, / E levar toda a sua alegria embora? / E se o bandido vier com a faca em riste, / Ou se o inverno chegar fora de hora?”

“Essas rimas que enfeitam meus versos / Também não são minhas, pois são sopradas / Pelos deuses da Poesia de mil Universos, / Para que as semeie por suas moradas...”

“’Então, dizei-me, ó poderosa esfinge, / Olhando para todo esse Universo desafiador, / Será que essa verdade afinal te atinge, / E confessas que o segredo da vida é o amor?’ / Atônita com as palavras do poeta inspirado, / A esfinge olhou-o como se não acreditasse / Ser tão simples o segredo que não havia encontrado, / E disfarçou a primeira lágrima que rolou em sua face!”

“Ressuscitaste a minha Poesia, / E em desejos me fizeste arder! / O que é afinal essa tua magia, / Que conseguiu de repente me reviver?”

“Não se preocupe, você que lê os meus versos, / Não sou eu quem sofre assim, / Não foram amores meus que se perderam, / Nunca viajei para outros Universos, / Dragões nunca se aproximaram de mim / E deusas meus poemas nunca leram!”

“Poetas são pessoas muito engraçadas, / Que vivem em um mundo quase profano, / No qual sonhos são artimanhas usadas, / Para passar de um para outro oceano!”

“Quando chega ao final essa estranha apoteose, / Em que um novo poema de meus dedos emerge, / Acordo em seguida dessa estranha hipnose, / Quando então a Poesia de novo submerge...”

“Minha loja tinha perfume de brisa, / E ficava onde o vento batia ponto… / Na fachada, o retrato de uma poetisa, / Cujo último verso jamais ficou pronto!”

“Essa súbita guinada para baixo / Que meus versos de repente fizeram / Não querem dizer que ando cabisbaixo / Por causa de amores que não me quiseram”

“Dia desses, estava em meu canto meio quieto, / E uma amiga me disse, acho que meio brincando, / Que me achava um poeta completo. / Respondi, meio sério, meio pensando, / Com o olhar perdido em sua boca meio carmim: / ‘Devo ser, a menos que alguém meio desavisado / Acaso tenha por aí encontrado / Um perdido pedaço de mim!’”

“Levanto-me até meio tonto, / Flutuando a um palmo do chão, / Tropeçando em minha pobre cachorra, / Peço perdão, e ela me dá um desconto, / Já sabendo que vou me fechar na masmorra / De minha fértil imaginação...”

“Você é meu poema predileto, / Aquele que recito todo dia, / Colhido no jardim secreto / Onde plantei minha Poesia...”

“E vamos levando a vida assim, / Nessa amizade que cresce todo dia, / E que espero perdure até o meu fim, /

Eternos amantes, eu e a Poesia...”

“Leve-me em seu coração, / Por onde quer que for, / Mesmo que não haja paixão /Ou nem mesmo amor… /

Eu só quero estar com você, / Em minha última fantasia, / De que importa quem nos vê, / Se você só existe em minha Poesia?”

“Mantenho bem guardadas / Em lugares remotos, / Coleções arquivadas. / E lá, deixei tuas fotos, / Lindas e perfumadas / Como flores de lótus...”

“Há mãos que assinam, / Outras que assassinam, / Mãos que afagam, / Outras que apagam, / Mãos que acariciam, / Outras que surrupiam, / Mãos que transcendem, / Outras que prendem, / Mãos que escrevem, /

Outras que se atrevem, / Mãos que tratam, / Outras que matam...”

“Não ultrapasse a marca / De dez cervejas por dia! / Bebida demais o encharca, / Embebedando-o de Poesia...”

“Li no jornal de domingo a notícia: / ‘Sujeito azarado preso no Zoológico, / porque queria acabar com a macaca’. / Ri tanto com esse texto cheio de malícia, / De puro ‘non sense’, onírico, / Que, sem querer, meti o pé na jaca!”

“O cientista analisa, / Com sua mente precisa, / Os mistérios da Ciência, / Com enorme paciência, / Em seu microscópio / Ou em seu telescópio, / Vê células quase invisíveis / Ou pesquisa galáxias inatingíveis,”

“Para mim sobraram apenas restos, / E lembranças que não cessam, / Só ficaram sentimentos funestos, / E tristezas que me engessam! / Sou o personagem sem glória, / Para quem só a tristeza resiste, / Aquele para quem restou a memória / De um amor que não mais existe...”

“Mas o poeta não entendeu / As intenções de sua musa, / Que nada queria de seu, / Ou de sua mente obtusa! /

Tudo que ela queria era sexo, / E o poeta só pensava numa rima, / E, cada vez mais perplexo, / Queria compor uma obra-prima!”

“Entre fogueiras escondidas em subterrâneos, / Serão lidos os versos dos escrevinhadores do futuro? / Poemas líricos trarão de volta sorrisos espontâneos, / Trarão de volta em meio ao horror o amor mais puro?”

“Tanta gente vive atrás / Da pregação tonta de algum pastor; / Eu, vivo dentro de um sonho de Paz, / Que nasceu de um conto de Amor...”

“O olhar do poeta decola e pousa / Sobre portas e janelas entreabertas, / Com sua fértil imaginação que ousa / Procurar respostas nas coisas incertas... / Que importa se seu coração sangra, / Se sua vida foi levada pelas águas? / O mar guarda sempre uma angra / Pronta para abrigar barcos e mágoas. / Nas asas de seu olhar transeunte, / O poeta verte suas penas e chora, / Sobre um triste verso que junte / As dores de amar e de ir embora.”

“Palavras podem mudar o mundo, / Depois de percorrê-lo em um segundo, / E tocarem fundo em milhões de pessoas, / Que acreditam que suas vidas são boas, / Mesmo sem nunca terem ajudado ninguém, / Vivendo sem sequer terem apoiado alguém, / Fechando-se como uma ostra inerme, / Pisando nos outros como um paquiderme, / Divertindo-se com algum reality show, / Mas nenhuma emoção jamais os tocou, / Jamais atravessou aquela carapaça / Erguida em volta de sua triste carcaça...”

“Um dia, alguém irá me perguntar: / ‘Poeta, defina-me o que é Poesia’. / E, exercitando o que sei fazer de melhor, / Pensativo, certamente irei retrucar, / Que a Poesia está ao nosso redor, / Espalhando pelo mundo sua magia, / Que só precisamos aprender a ver... / Poesia é sentir um suave arrepio / Quando o vento sussurra em nossos ouvidos / Contando-nos histórias que ouviu dizer, / Enquanto seguia a correnteza de um rio. / Poesia é ler aventuras de reinos esquecidos, / Cheios de fadas, grifos, unicórnios e leões, / E de um valente guerreiro lutando para viver / Ou perder-se de amor por uma linda princesa, / Enquanto persegue imensos dragões.”

“O amor é um sentimento esquisito, / De momentos divinos e profanos, / Podendo ser efêmero ou infinito, /

Naufragar na primeira tempestade, / Esconder-se no coração por anos, / Ou mudar de nome e virar saudade!”

“Encontrei um verso perdido, / Numa esquina em que Drummond andava, / Recolhi o triste verso, ali caído, /

Guardei-o e levei-o para a casa onde morava. / Tratei do pobre verso destruído, / E depois o encaixei em um lindo soneto, / E o agora orgulhoso verso esquecido / Foi incorporado em um belo minueto!”

“Achar rimas não é tão improvável, / Pode ser uma diversão bucólica, / Quando se achar uma rima notável /

Para uma palavra meio diabólica! / Até que chegue o último capítulo, / Vou seguindo nesse instável ofício, /

Irmanado com um estreito círculo / De pessoas que têm esse mesmo vício: / Escrever para esse público incrédulo, / Que acha que deviam estar no hospício!”

“’Onde moras?’, / Perguntou ao poeta a moça linda. / Ele respondeu, pensativo: / ‘Morei em todos os lugares, / Hoje moro em lugar nenhum! / Mudo de lugar como mudam as horas, / Mas não sei dizer onde moro ainda, / E não saberei enquanto for vivo! / Já andei por todos os continentes e mares, / Mas não achei meu lugar, em lugar algum.’”

“Ora, direis: ‘Fazer poesia, / Por certo, ficaste maluco, / Foste a um Baile da Fantasia, / Ou então já estás caduco...’”

“Os anos que me restam / Serão tocados pela Poesia, / Que tem me acompanhado / Nas coisas que ainda prestam, / E que me traz inspiração todo dia, / Sempre aqui ao meu lado...”

“E vamos navegando por essa estrada, / Para onde for que o vento nos leve, / Fazendo festa e amor até de madrugada, / Enquanto dura essa vida tão breve...”

“Como foi que me apaixonei por você, / Sem nem saber que um dia a encontraria? / Desse imenso amor, não entendo o porquê, / Mas dele nasceu toda a minha Poesia... / E ainda a maior de todas as perguntas, / Da qual um dia encontrarei a resposta: / Nossas almas estarão sempre juntas, / Depois que minha paixão foi exposta?”

“Em meus oceanos, ficam submersos, / Mas ascendem, quando o mundo gira, / Pelas noites ardentes, ficam dispersos / À procura de seus olhos cor de safira, / Que desafiam milhões de universos, / Escondidos no meio de minha lira!”

“Mas assim é a vida, ele sempre segue, / Zombando cruel de quem a renegue, / Por isto de ti não mais sinto saudade, / Agora sou feliz, não mais tua triste metade...”

“Reaja! / Não deixe levarem seu cão / Para o mato / Ou para a cova do leão, / A algum lugar abstrato / Onde não haja / Carinhos nem ração! / Não importa se a causa é legítima, / E se você sabe o porquê,/ Mas se hoje for ele a vítima, / Amanhã será você,”

“Pensando cá com meus botões, / Percebi que o milagre que chamamos vida / Não é uma estrada perdida, /

E não se resume a dois corações...”

“Relações nascem em bailes funk, / Loucas como esse ritmo estranho, / E morrem no fundo de um tanque, /

Afogadas por um cinismo sem tamanho!”

“Arquivei todas as dores do mundo / Dentro de meu sofrido violão / Embalei e guardei lá no fundo / Junto aos acordes de uma triste canção / Queria fazer o mesmo com as tristezas / Mas elas são por demais arredias /

Fazem questão de ficar sobre as mesas / Escancarando as suas faces sombrias”

“A gente se vê por aí, não tema, / Qualquer dia nos encontraremos numa festa, / E nesse dia, eu lhe mostrarei um novo poema, / Pois estar de mãos dadas com a Poesia é o que me resta!”

“Deixe-me agora ler a sua primeira questão! / Como assim? Parece-me que você perdeu o juízo, / Pois desta sua primeira pergunta, até Deus duvida! / Como é que você quer que a minha imaginação / Consiga conceber, mesmo que de modo impreciso, / A maior de todas as respostas: qual é o segredo da Vida?”

“Um agricultor sua colheita lavra, / Enquanto semeio em cada palavra, / Esperando com essa insana labuta / Encontrar em quem me escuta / Que seja tocado pelos versos de amor, / Que espantem o seu próprio horror, /

E por impulsos diversos,”

“Soprei ao vento uma semente de Poesia, / Que se espalhou, sublime, por todo o Universo, / Preenchendo de luz cada alma vazia, / Tocada pelo amor contido em cada verso! / E então, como se fossem mágicas crisálidas, / Todos os versos se transformaram em poéticas borboletas, / Que encheram os ares com suas formas e cores cálidas, / Espalhando o amor de Deus por todos os planetas!”

“Era uma vez um quadrado mágico. / Por certo um estranho quadrado, / Não porque fosse trágico, / Eram só 225 números, lado a lado, / Em uma mesma matriz, / Todos com uma só diretriz; / Sem vassoura, varinha ou condão, / E até sem feiticeira, / Mas com uma estranha repetição / De uma mágica soma inteira,”

“Todo solitário tem uma paixão secreta, / Que veio e partiu sem deixar endereço, / Deixando de herança essa dor indiscreta, / Da qual o coração partido é o preço!”

“São sempre quatorze versos, / Alguns doces, outros perversos, / Contando histórias de mil Universos. /

Começam com dois quartetos, / Terminam com dois tercetos, / Mas merecerão ser chamados sonetos?”

“Passo o tempo contando os minutos, / Esperando em vão até você voltar, / Pensando em alguns epítetos brutos, / Pois fico doente até você chegar... / Fico olhando essa maldita ampulheta, / Enquanto espero o Windows recarregar, / Pois não sei mais escrever com caneta, / Desde que o notebook tomou seu lugar!”

“Tenho tantas histórias / Para contar, mas não conto, / Pois delas jurei segredo / E a ninguém mais interessam.”

“Não tenho tempo a perder, / Pois a Poesia me atropela, / Contando-me histórias de derreter / A chuva que escorre pela janela... / Como arranjarei tempo para contar / Todas as histórias que me ocorrem, / De casais que não se cansam de amar, / Deixando lembranças que nunca morrem? / Como encontrar tempo para repassar / A história de um amor intergalático / Que um cometa veio me narrar, / Dando uma pausa em seu passeio errático?”

“As mulheres colocam enormes seios de silicone, / Para impressionar principalmente outras mulheres, / E mostrá-los em muitas selfies pelo seu telefone, / A regra mais simples é: mostre até o que não tiveres!”

“Compus para ti uma música em ritmo lento, / A ser tocada por uma orquestra mágica / Feita de sonhos e sentimento, / Com instrumentos de precisão cirúrgica / E até um raro violino Stradivarius. / Formatei o meu amor de uma forma tão clara, / Combinando tons extraordinários, / Dignos de uma paixão que é tão rara, / Criando até ritmos imaginários, / Que ninguém nunca sonhara, / Rimando sons tão contrários, / Que até a noite se encantara...”

“A solidão, desumana, / Engana, / Oprime, / Comprime, / Sufoca, / Provoca, / Assola, / Esfola, / Perverte, / Subverte, / Agride, / Colide, / Aperta, / Desperta, / Condena, / Envenena, / Violenta, / Atormenta, / Trucida, /

Revida, / Irrita, / Debilita, / Desfere, / Fere, / Desespera, / Exaspera, / Maltrata, / E às vezes mata...”

“Não me peça para definir Poesia, / Pois fiz isto de forma definitiva / Na primeira vez em que amei você...”

“Meus silêncios são rebeldes: / Sempre que tento falar com eles, / Transformam-se em Poesia...”

“Palavras são mágicas, / Trágicas, / Virulentas, / Sangrentas... / Palavras comentam, / Violentam, / Ferem, / Dardos desferem... / Palavras trucidam, / Suicidam, / Convertem, / Pervertem... / Palavras fomentam, / Acalentam, / Cutucam, / Machucam/ Palavras emergem, / Submergem, / Explicam, / Complicam... / Palavras elogiam, / Aliviam, / Deprimem, / Reprimem... / Palavras são válidas, / Cálidas, / Explosivas, / Quase vivas... / Palavras são sucintas, / Famintas, / Surgem, / Insurgem... / Palavras explodem, / Implodem, / Encantam, / Espantam... / Palavras segredam, / Degredam, / Demovem, / Comovem... / Palavras explicam, / Justificam, / Escorrem, / Morrem... / Palavras agridem, / Colidem, / Devastam, / Não bastam... / Palavras são ácidas, / Flácidas, / Teorizam, / Aterrorizam... / Palavras se vingam, / Xingam, / Murmuram, / Torturam... / Palavras versejam, / Desejam, / Maltratam, / E às vezes matam...”

“Tomei todos os vinhos de minha cave, / E agora meu coração não há quem desbrave, / Depois que desisti de meu ex-amor suave, / Por não encontrar nada que a deprave!”

“Subiremos ao ar mais rarefeito, / Veremos a noite encontrar-se com o dia / E os raios do Sol baterem em meu peito... / Iniciaremos então a última travessia, / E o nosso encontro terá sido perfeito, / Reunindo um anjo, um sonho e a Poesia...”

“Palavras sem rimas são solitárias, / Sempre buscando em vão companhia, / Tomando ônibus em tristes rodoviárias, / Fugindo de um câncer que crescia... / Em seus cérebros em vão procuram / Além de nuvens de chuva, vocábulos perversos, / Como víboras cujos venenos não duram, / Mas são órfãs, e não rimam seus versos, / Nunca ficam livres desse triste destino...”

“Na vida tudo muda / Até a surda-muda / Na vida tudo passa / Menos a uva-passa / A vida tudo quebra / Exceto o quebra-quebra / Da vida tudo quero / Exceto o quero-quero / A vida te deixa burro / Após cair num mata-burro”

“Resgate-me dessa cruel enrascada, / Dessa tristeza da qual nunca soubera, / Pois estou à solta no meio do nada, / Um ditongo perdido à sua espera!”

“Outros versos encontraram, nesse passeio pelos ares, / Cada um com um sonho parecido, / Pois queriam conhecer outros lugares, / E saciar algum desejo escondido... / E os versos foram se tornando revolucionários, / Cada um com sua lúdica fantasia, / E esse encontro de versos até então solitários / Cresceu, tomou corpo, e virou Poesia...”

“O vento não para / De me soprar Poesia / Que lindos versos ele prepara / Nessa noite tão fria / A vida mascara / O que você fantasia / De forma tão clara / Que você renuncia”

“Escrevo versos candentes, / De amores que nunca terminam, / Vivem de encontros incandescentes, / Onde os amantes se alucinam!”

“Teu violino toca suavemente / Tirando belos acordes / Na mística desse poente. / Como é linda essa música, / Mais do que um dia recordes. / Pelo céu espalhas a tua mágica, / Mesmo que não concordes, /

Mesmo que seja para mim somente...”

“Nas asas de meus sonhos voo / Um encarnado Ícaro flutuando no ar / E mesmo nas alturas não enjoo /

Pois a Poesia dá-me asas para voar”

“Contai-me, Senhor do Universo, / Algo que me aflige desde cedo: / Há mais segredos num verso, / Ou mais versos num segredo? / E antes que a morte me arrebate, / Contai-me a verdade, Senhor: / Há mais amor em um combate, / Ou mais combates no amor? / E em Vossa infinita grandeza, / Contai-me por favor a verdade: / Há mais saudade na tristeza, / Ou mais tristezas na saudade?”

Características
ISBN 9781720242079
Número de páginas 443
Edição 1 (2018)
Formato A5 (148x210)
Acabamento Brochura c/ orelha
Coloração Preto e branco
Tipo de papel Offset 75g
Fale com o autor
MARCOS AVELINO MARTINS

BIOGRAFIA

Engenheiro Eletricista pela Universidade de Brasília por formação, Analista de Sistemas por opção, poeta por destino, casado, 2 filhos e 1 neto, apreciador de boa música, cinema, literatura, HQs, seriados e amigos (não necessariamente nesta ordem).

Escreve desde os 17 anos, inicialmente letras de músicas, alguns contos avulsos, poemas esparsos, e de alguns anos para cá, com uma produção intensa, já com 75 livros publicados, pelo Clube de Autores e pela Amazon.

LIVROS PUBLICADOS:

1. OS OCEANOS ENTRE NÓS

2. PÁSSARO APEDREJADO

3. CABRÁLIA

4. NUNCA TE VI, MAS NUNCA TE ESQUECI

5. SOB O OLHAR DE NETUNO

6. O TEMPO QUE SE FOI DE REPENTE

7. MEMÓRIAS DE UM FUTURO ESQUECIDO

8. ATÉ A ÚLTIMA GOTA DE SANGUE

9. EROTIQUE

10. ATÉ QUE A ÚLTIMA ESTRELA SE APAGUE

11. NÃO ME LEMBREI DE ESQUECER DE VOCÊ

12. EROTIQUE 2

13. A CHUVA QUE A NOITE NÃO VIU

14. A IMENSIDÃO DE SUA AUSÊNCIA

15. SIMÉTRICAS

16. AS VEREDAS ONDE O MEU OLHAR SE PERDEU

17. A MAGIA QUE SE DESFEZ NA NOITE

18. QUAL É O SEGREDO PARA VIVER SEM VOCÊ?

19. OS TRAÇOS DE VOCÊ

20. STRADIVARIUS

21. OS SEGREDOS QUE ESCONDES NO OLHAR

22. ATÉ SECAREM AS ÚLTIMAS LÁGRIMAS

23. EROTIQUE 3

24. OS POEMAS QUE JAMAIS ESCREVI

25. TUA AUSÊNCIA, QUE ME DÓI TANTO

26. OS DRAGÕES QUE NOS SEPARAM

27. O VENTO QUE NA JANELA SOPRAVA

28. EROTIQUE 4

29. A NOITE QUE NUNCA MAIS TERMINOU

30. AS HORAS QUE FALTAM PARA TE VER

31. OLYMPUS: LIVRO 1 – EROS (1ª PARTE)

32. OLYMPUS: LIVRO 1 – EROS (2ª PARTE)

33. NO AR RAREFEITO DAS MONTANHAS

34. VOCÊ SE FOI, MAS ESTÁ AQUI

35. O AMOR QUE SE FOI E NÃO VOLTOU

36. OS VÉUS DA NOITE

37. OLYMPUS: LIVRO II - ARES, ARTHEMIS, ATHENA, CHRONOS, HADES, MORPHEUS E POSEIDON

38. MADRUGADAS DE SEDUÇÃO

39. O LUAR QUE EM TEUS OLHOS HABITA

40. QUANDO SUA AUSÊNCIA ERA TUDO QUE HAVIA (contos e crônicas)

41. ESSA SAUDADE QUE NÃO QUER IR EMBORA

42. OLYMPUS: LIVRO I - EROS (3ª PARTE)

43. UM ÚLTIMO BEIJO EM PARIS

44. OLYMPUS: LIVRO III - APHRODITE, APOLLO, GAIA, HERA E ZEUS

45. DE QUAL SONHO MEU VOCÊ FUGIU?

46. O LABIRINTO NO FIM DO POEMA

47. CADÊ O AMOR QUE ESTAVA AQUI?

48. OS RIOS QUE FOGEM DO MAR

49. ÚLTIMOS VERSOS PARA UM PERDIDO AMOR

50. OLYMPUS: LIVRO IV - PANTHEON

51. AH, POESIA, O QUE FIZESTE?

52. UM VERSO SUICIDA

53. ELA SE FOI, E NEM DEIXOU MENSAGEM

54. A NAVE QUE TE LEVOU PARA LONGE

55. EROTIQUE 5

56. O LADO NEGRO DA POESIA

57. UM OLHAR VINDO DO INFINITO

58. APENAS UM CONTADOR DE HISTÓRIAS

59. RÉQUIEM PARA UM AMOR NAUFRAGADO

60. OLYMPUS: LIVRO V - THESSALIA

61. POETICAMENTE TEU

62. AQUELA NOITE DO ADEUS

63. PASSOS QUE SE AFASTAM NA NOITE

64. FRAGMENTOS DE UM SONHO QUE PASSOU

65. OLYMPUS: LIVRO VI – PARTHENON

66. PASSAGEM PARA A SAUDADE

67. A PORTA DA SOLIDÃO

68. NUNCA MAIS TEUS BEIJOS

69. EROTIQUE 6

70. CIRANDA POÉTICA

71. AS HISTÓRIAS QUE NÃO TE CONTEI

72. A ÚLTIMA VEZ EM QUE TE AMEI

73. ESSA AUSÊNCIA QUE ME DEVORA

74. A NOITE IMENSA SEM ELA

75. OLYMPUS: LIVRO VII – ACROPOLIS

76. PORÕES E NAUFRÁGIOS

77. UM TROVADOR NO SÉCULO XXI

78. RESQUÍCIOS DE UM SORRISO TEU

Participante das antologias:

• “Declame para Drummond 2012” (2012), com o poema “Máscaras”;

• Antologia 2015 – Literatura Goyaz” (2015), com os poemas “Os oceanos entre nós” e “Morpheus”;

• “Desafio” (2016), com os poemas “Finito”,”De solidão e de sonhos” e “Olhar”;

• “Dez Poetas e Eu – Vol. 3” (2016), com os poemas “Átimo”, “Diário”, “Julgamento”, “Roleta russa”, “Buracos negros”, “Paronímia”, “As últimas gotas de orvalho”, “Repositório”, “Simplesmente você” e “Quando eu te conheci”; e

• “Raiz da Poesia” (2017), antologia internacional entre países de língua portuguesa, com os poemas “Os segredos que escondes no olhar”, “Borboleta”, “Autópsia”, “La nuit”, “O tio da suspeita”, “Aldebaran” e “Os sons do silêncio”.

Página no site “Templo de Delfos”, relicário da Literatura:

http://www.elfikurten.com.br/2016/08/marcos-avelino-martins.html

Contato: [email protected]

Celular: (62) 99971-9306

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