Durante muito tempo, sobreviver pareceu suficiente. Construir uma armadura, aprender a dar conta de tudo, controlar o que sente e seguir em frente — mesmo quando alguma coisa por dentro pedia cuidado.
Em Os pactos que fiz comigo: uma anatomia da alma em desconstrução, Hianka Cristina de Deus percorre os acordos silenciosos que fazemos com nós mesmos para suportar o mundo: a obrigação de ser forte, o medo de precisar de alguém, a tentativa de agradar, a culpa por sentir e a necessidade de encontrar um lugar onde seja possível existir sem tantas defesas.
Em fragmentos confessionais e reflexivos, a autora atravessa as próprias contradições, questiona a maneira como ama, se relaciona, escolhe e se reconhece. Entre experiências íntimas e inquietações sobre o mundo ao redor, investiga o que acontece quando a proteção deixa de ser abrigo e passa a ser prisão.
Este não é um livro sobre encontrar respostas definitivas ou se tornar uma versão perfeita de si. É sobre olhar para as partes que foram construídas para sobreviver, compreender o que elas tentaram proteger e descobrir quais pactos já não precisam ser mantidos.
Talvez reconstruir-se não seja apagar quem se foi. Talvez seja aprender a existir sem precisar estar em guerra consigo mesma.
| Número de páginas | 202 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Polen |
| Idioma | Português |
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