Ao ler o texto e, sobretudo, a admirável síntese da obra "Supervisão na Psicanálise", do Professor Ademir Barbosa da Silva, fui tomado por um sentimento profundo de reconhecimento e esperança. Reconhecimento por ver um tema tão central e, por vezes, tão delicado da nossa formação, tratado com tanta clareza, rigor e abrangência. Esperança, porque vejo neste trabalho um farol para as novas gerações de analistas que se preparam para assumir a nobre e complexa função da supervisão.
O Professor Ademir realiza aqui uma tarefa essencial: ele desmistifica e, ao mesmo tempo, dignifica a prática do supervisor. Com a didática precisa de quem conhece profundamente o ofício, ele nos guia desde os alicerces históricos até os nuances mais delicados da clínica contemporânea, passando pela crucial distinção entre os modelos clássico e moderno. Isso não é apenas um acúmulo de informação; é a transmissão de um saber-fazer que sustenta a própria continuidade da psicanálise.
Falar da importância de se tornar um supervisor é falar de um novo patamar na jornada psicanalítica. É um movimento que vai além do aprimoramento técnico individual. Trata-se de um ato de devolução à comunidade analítica, um compromisso com a qualidade e a ética do nosso campo. O supervisor torna-se um pilar de sustentação clínica para seus colegas, aquele que, a partir de um lugar de escuta qualificada e isenção, pode ajudar outro analista a ver o que, na intimidade do seu setting, lhe escapava.
| Número de páginas | 40 |
| Edição | 16 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Polen |
| Idioma | Português |
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