Desde os primórdios da civilização, o ser humano vive imerso em narrativas. Antes mesmo da invenção da escrita, muito antes da formulação sistemática da filosofia, da ciência ou da teologia, os homens já contavam histórias. Narravam suas origens, explicavam os fenômenos da natureza, transmitiam memórias coletivas, preservavam tradições e construíam identidades por meio da palavra.
A narrativa precede o livro. Precede a biblioteca. Precede a academia. Em certo sentido, precede até mesmo a própria história, pois foi através da narrativa que a história pôde ser compreendida, organizada e transmitida.
Entretanto, embora todos convivamos diariamente com histórias, discursos, sermões, livros, diálogos e textos, poucos percebem que por trás da superfície visível da linguagem existe uma estrutura profunda. Assim como uma catedral impressiona os olhos por sua beleza exterior enquanto esconde complexos sistemas de sustentação invisíveis ao observador comum, também os discursos humanos repousam sobre mecanismos estruturais frequentemente ignorados por aqueles que apenas leem sem investigar.
| Número de páginas | 291 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | 16x23 (160x230) |
| Acabamento | Capa dura |
| Tipo de papel | Offset 90g |
| Idioma | Português |
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