O futuro já não se apresenta como promessa. Em vez de abrir possibilidades, ele pesa. Em vez de convocar o desejo, cobra desempenho. Nesta obra, o tempo contemporâneo é examinado como território de exaustão simbólica, onde esperar deixou de ser experiência de abertura e passou a funcionar como exigência de produtividade, coerência e superação permanente.
Ao longo de uma reflexão filosófica densa, elegante e profundamente atual, o livro investiga a transformação da esperança em performance, do sucesso em espetáculo e da vida em narrativa de validação. O que acontece quando até o fracasso precisa parecer inspirador? O que resta da existência quando o presente se converte em vitrine e o amanhã em obrigação emocional? Em vez de oferecer consolo ou fórmulas, a obra enfrenta com lucidez o mal-estar de uma época marcada pela ansiedade, pelo esvaziamento do porvir e pela pressão de parecer sempre em movimento.
Com ecos de pensadores como Pascal, Kierkegaard, Nietzsche, Simone Weil, Camus, Espinosa, Arendt, Agamben, Montaigne e Byung-Chul Han, esta não é uma filosofia da motivação, mas uma filosofia da resistência interior. Um livro para quem deseja compreender por que viver se tornou, tantas vezes, uma forma de cansaço — e por que talvez ainda seja possível recuperar o tempo não como meta, mas como presença.
| Número de páginas | 181 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | Pocket (105x148) |
| Acabamento | Brochura s/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Offset 75g |
| Idioma | Português |
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