A arte das drag queens e a prática do crossdressing (homens que se vestem de mulheres e vice-versa) possuem raízes ancestrais que misturam a necessidade teatral, a expressão de identidade e a resistência política. Embora hoje essa cultura ocupe o topo do entretenimento global, durante séculos ela sobreviveu estritamente em clubes privados e bailes clandestinos para escapar de severas punições legais e sociais.
Este manuscrito propõe uma imersão profunda nos arquivos dessas sombras históricas. Investigar as Molly Houses da Inglaterra georgiana, o isolamento terapêutico da Casa Susanna nos anos 1960 e a inversão de poder promovida pelas mulheres de terno nos salões fetichistas europeus significa compreender que a arte drag e a subversão do vestuário são, na verdade, ferramentas de emancipação. Trata-se do resgate de uma linhagem marginal que retirou a indumentária do campo da submissão para transformá-la na arquitetura definitiva da liberdade humana.
| Número de páginas | 134 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Offset 75g |
| Idioma | Português |
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