ABERTURA
Prólogo
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Não me lembro do dia exato em que este livro começou a tomar
forma. Lembro-me, sim, de uma tarde em que me deparei, quase
por acaso, com uma gravura antiga de um esquadro e um
compasso entrelaçados. Não sabia ainda o significado preciso
daqueles instrumentos, mas algo naquela imagem me deteve.
Havia ali uma pergunta silenciosa: por que símbolos tão simples
atravessaram séculos sem perder força?
Essa pergunta ficou comigo por muito tempo. Não sou
maçom. Nunca participei de uma sessão, nunca cruzei as portas
de uma Loja. Escrevo este livro como historiador e pesquisador
de ideias — alguém de fora que se aproximou da Maçonaria não
em busca de segredos, mas de sentido.
E foi exatamente essa posição de observador que tornou a
investigação mais honesta. Livre da tentação de romantizar o que
já conhecia de dentro, pude estudar a tradição maçônica como
estudamos qualquer sistema filosófico consistente: através de
suas fontes históricas, de seus símbolos, de seus princípios éticos
— e, sobretudo, através da pergunta que verdadeiramente me
interessava: essas ideias ainda funcionam?
| Número de páginas | 120 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Colorido |
| Tipo de papel | Couche 90g |
| Idioma | Português |
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