Há regiões da mente que nenhum pensamento ousa iluminar.
Regiões silenciosas e vastas, onde a consciência parece caminhar às cegas, tateando paredes que não existem, procurando uma saída que não sabe nomear.
É ali, na fronteira entre a lucidez e a queda, que o caos começa a respirar.
O caos não nasce como inimigo.
Ele surge como eco — o eco da ruptura, o eco da desordem provocada pelo distanciamento da própria essência.
E, ainda assim, é no ventre desse caos que forças poderosas se erguem.
Não forças externas, mas estruturas internas, moldadas pelas sombras do próprio ser.
São cinco.
Cinco estruturas que emergem como pilares tortuosos dentro da psique:
A Imaginação, fértil e veloz, que cria mundos, mas também enganos.
A Opressão, que pesa sobre a alma e aprisiona a luz.
A Transgressão à Profanidade, que rompe a ligação com o sagrado.
A Ignorância, que cobre o entendimento com sombras.
E a Profanidade, que distorce o sagrado até transformá-lo em pó.
Essas estruturas não surgem isoladas: entrelaçam-se, alimentam-se umas das outras; multiplicam-se como galhos que buscam, incessantemente, ocupar todo o espaço da consciência.
E quando amadurecem, formam um reino.
Um reino onde o ego se coroa rei e se assenta sobre o trono da soberba.
A soberba, porém, não é vitória: é ruína.
É o brilho falso de um ouro que não existe.
É o grito que afasta a alma da própria verdade.
Mas por trás de tudo isso — por trás das sombras, das ilusões e da desordem — existe uma semente adormecida.
| Número de páginas | 87 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Offset 90g |
| Idioma | Português |
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