Uma estela — do grego stēlē e do latim stela — é, historicamente, uma pedra ereta, um monumento vertical usado para registrar algo que deve ser preservado: leis, epígrafes funerárias, vitórias, revelações, tratados sagrados. No Egito, a estela era a porta entre mundos, um objeto híbrido entre inscrição e altar. No Oriente Próximo, ela marcava a fronteira entre o visível e o invisível, funcionando como suporte material para uma verdade espiritual eterna.
Em escavações arqueológicas, encontramos estelas de faraós contendo hinos ao sol; estelas hebraicas contendo alianças com o divino; estelas gregas contendo louvores a heróis; e estelas mesopotâmicas contendo decretos reais. Em todos os casos, a estela é mais que uma pedra: é um lugar de passagem, onde a palavra humana toca o mundo do espírito.
Quando o texto gnóstico fala de “As Três Estelas de Seth”, não está apresentando objetos físicos, mas inscrições visionárias que Dositheos afirma ter contemplado, lembrado e transmitido. A palavra estela aqui preserva sua função ancestral: um registro daquilo que não deve ser perdido, uma revelação fixada em forma estável para que os iniciados possam atravessar suas camadas sucessivas.
Cada uma das Estelas funciona como um monumento espiritual:
– A Primeira, da Identidade Divina.
– A Segunda, da Emanação e da Contemplação.
– A Terceira, da Visão e do Silêncio.
| Número de páginas | 100 |
| Edição | 1 (2026) |
| Idioma | Português |
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