Não obstante, relatórios produzidos por organizações não governamentais, a exemplo de Repórter Brasil e Profundo, evidenciam a persistência de lacunas nesses mecanismos, ao apontar limitações na verificação da origem do ouro e insuficiências de transparência nos diferentes elos da cadeia produtiva. Tais constatações suscitam questionamentos acerca da eventual inserção de ouro de procedência ilícita ou associada a violações de direitos humanos nos produtos comercializados por essas empresas.
Diante desse quadro, formula-se a questão central sobre de que modo os instrumentos de devida diligência aplicáveis à cadeia de suprimentos do ouro podem ser aperfeiçoados, de forma a assegurar maior transparência, rastreabilidade e conformidade com padrões internacionais de responsabilidade empresarial. Parte-se, como hipótese de trabalho, de que a incorporação da tecnologia Blockchain constitui estratégia idônea para o fortalecimento dos mecanismos de controle e rastreamento, na medida em que possibilita o registro imutável, descentralizado e cronologicamente verificável de cada etapa da cadeia produtiva. Com isso, tende-se à redução das assimetrias informacionais e à mitigação dos riscos de incorporação de ouro de origem ilegal nos processos industriais.
O objetivo geral da pesquisa consiste em analisar as práticas de devida diligência adotadas pela Apple e pela Tesla em suas cadeias de suprimentos de ouro, com vistas a identificar eventuais deficiências nos mecanismos de transparência
| Número de páginas | 129 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A4 (210x297) |
| Acabamento | Brochura s/ orelha |
| Coloração | Colorido |
| Tipo de papel | Couche 150g |
| Idioma | Português |
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