O crime organizado não invade sociedades saudáveis. Nasce dentro delas — onde o Estado falhou, onde a justiça não chegou, onde a proteção foi privatizada porque o poder público nunca apareceu. É essa premissa, radical na sua simplicidade e documentada em quatro continentes, que estrutura Estados Paralelos.
Em cinco partes e vinte capítulos, o autor reconstrói a trajetória do crime organizado transnacional desde as origens — a Sicília rural do século XIX, o Chicago da Lei Seca, as sociedades secretas do Japão feudal e da China imperial, as prisões brasileiras de Ilha Grande e Taubaté — até o presente: o PCC e o Comando Vermelho como potências transnacionais, a designação americana de maio de 2026 que os classificou como organizações terroristas, e o paradoxo financeiro de um sistema bancário global que absorve, anualmente, quase dois trilhões de dólares em recursos de origem criminosa sem interceptar 99% desse fluxo.
O livro não se contenta com o diagnóstico. Examina, com o mesmo rigor histórico, o que funcionou quando funcionou: o pool antimafia de Giovanni Falcone e o Maxiprocesso de Palermo; o RICO Act americano e o Commission Trial que colocou as Cinco Famílias de Nova York no banco dos réus; a lei japonesa antiboryokudan que criminalizou a filiação a grupos violentos; e os acordos de extradição colombianos que mudaram o cálculo de risco de Pablo Escobar.
| ISBN | 9786502188224 |
| Número de páginas | 174 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Couche 90g |
| Idioma | Português |
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