Este manual nasce de uma pergunta simples e, ao mesmo tempo, profundamente difícil: como sustentar presença coletiva em uma sociedade organizada pela exaustão?
Ao longo das últimas décadas, diferentes instituições passaram a responder às crises humanas com mais aceleração, mais produtividade, mais controle e mais gestão individual das emoções. Entretanto, enquanto os discursos sobre desempenho e eficiência se ampliavam, crescia também a sensação difusa de isolamento, sobrecarga e fragilidade dos vínculos.
A experiência contemporânea parece atravessada por uma contradição permanente: nunca estivemos tão conectados tecnicamente e, ao mesmo tempo, tão regulatoriamente fragmentados. Em muitos espaços sociais, tornou-se cada vez mais difícil sustentar escuta, continuidade, convivência e elaboração coletiva da experiência.
O Manual de Ética da Presença surge justamente nesse contexto.
Este não é um livro de autoajuda emocional, nem um protocolo universal de comunicação. Também não pretende oferecer soluções rápidas para conflitos complexos. Seu objetivo é mais modesto — e talvez mais radical: construir ferramentas práticas para reorganizar condições mínimas de convivência em ambientes atravessados por aceleração, vigilância, precarização e desgaste coletivo.
A ética da presença parte da compreensão de que seres humanos não existem de maneira isolada. Corpos regulam corpos. Ambientes alteram atenção, linguagem e percepção. O grupo interfere diretamente na possibilidade de pensa
| Número de páginas | 121 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | 16x23 (160x230) |
| Acabamento | Brochura s/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Polen |
| Idioma | Português |
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