Um livro sobre memória, infância, família e a tentativa de compreender, na vida adulta, o que durante décadas pareceu inexplicável.
Aos 37 anos, o autor recebeu o diagnóstico de TDAH, o início de um caminho em que depois também foram identificados o transtorno bipolar e o transtorno do espectro autista. Esses diagnósticos tornaram-se uma nova lente para rever a infância e a adolescência.
Criado nos anos 1980 e 1990 em Porto Alegre e no litoral gaúcho, numa família marcada pelo alcoolismo e pelo transtorno bipolar não diagnosticado do pai, mas também por afeto e momentos de alegria, ele viveu uma infância intensa: curiosidade, impulsividade, hiperfoco, medos inexplicáveis, períodos de tristeza profunda e explosões de energia.
O autor não romantiza nada nem oferece explicações prontas. Algumas histórias são contadas com ternura, outras com vergonha, ironia ou humor.
Mais do que um relato sobre diagnósticos, este é um livro sobre identidade, para quem recebeu um diagnóstico tardio, para quem convive com essa pessoa e para leitores que querem compreender melhor a mente humana. E, para quem viveu os anos 80 e 90 no Sul do Brasil, é também uma viagem no tempo.
No fim, não se trata de estar fora do compasso, mas de descobrir que talvez sempre tenha existido uma melodia, e de aprender a dançar no próprio ritmo.
| Número de páginas | 59 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Offset 75g |
| Idioma | Português |
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