Quando aprender a ler muda muito mais do que palavras.
Fatoumata nasceu em um mundo onde meninas não fazem perguntas, não escolhem caminhos e não escrevem seus próprios destinos. Criada em meio a tradições rígidas, violência silenciosa e expectativas impostas, ela aprende cedo que sobreviver é uma exigência diária — e que o silêncio é parte do que se espera de uma mulher.
Ainda criança, seu corpo é marcado por práticas culturais que deixam feridas profundas. Mais tarde, o casamento arranjado, a maternidade, a violência doméstica e o abandono emocional parecem selar um futuro sem alternativas. Mas a história de Fatoumata não é apenas sobre dor — é sobre despertar.
O encontro com a educação muda tudo. Ao aprender a ler, Fatoumata começa também a interpretar o mundo, reconhecer injustiças, nomear a violência e, principalmente, descobrir o próprio valor. Cada letra aprendida se transforma em um passo rumo à liberdade.
Com coragem construída aos poucos, ela rompe ciclos, enfrenta tradições, recomeça do zero e transforma sua própria história em caminho para outras mulheres. Assim nasce a AMI — Associação das Mulheres Independentes — um espaço de acolhimento, aprendizado e reconstrução.
Fatoumata: o dia que aprendi a ler o mundo é um romance inspirado em histórias reais, que atravessa culturas, dores e esperanças. Um livro sobre educação como ato de resistência, sobre escolhas possíveis e sobre o poder transformador de uma mulher que decide, enfim, escrever a própria vida.
| Número de páginas | 46 |
| Edição | 1 (2025) |
| Idioma | Português |
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