Existe um momento — às vezes sutil, às vezes brutal — em que algo dentro de nós desperta.
Não é necessariamente um grande evento. Pode ser uma sensação incômoda, um pensamento recorrente, uma inquietação que não se explica. De repente, aquilo que antes parecia normal começa a perder o sentido. As certezas já não sustentam. As respostas prontas já não satisfazem.
É o início da consciência.
E com ela vem o desconforto.
Perceber é, inevitavelmente, perder algo: a inocência, a ilusão, a tranquilidade de não questionar. É como abrir os olhos em um ambiente que sempre esteve ali — mas que agora revela suas limitações, suas contradições, suas amarras.
Nesse momento, surge um conflito inevitável.
De um lado, a segurança do que já é conhecido. Do outro, a possibilidade — ainda incerta — de algo mais verdadeiro, mais livre, mais real. Mas essa possibilidade não vem sem custo. Pelo contrário, ela exige rupturas.
Escolher a liberdade não é apenas avançar. É também deixar para trás.
Deixar para trás pessoas que não compreenderão sua mudança. Ambientes que já não fazem sentido. Versões antigas de si mesmo que, por muito tempo, serviram como identidade e proteção.
E isso dói.
Porque, ao contrário do que se imagina, a liberdade não começa com leveza. Ela começa com perda. Com confusão. Com solidão. Com medo.
Ainda assim, há algo que impede o retorno completo.
Uma vez que você vê, não consegue mais “desver”.
É nesse ponto que este livro se insere: no espaço entre o despertar e a
| Número de páginas | 55 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Offset 90g |
| Idioma | Português |
Tem algo a reclamar sobre este livro? Envie um email para atendimento@clubedeautores.com.br
Faça o login deixe o seu comentário sobre o livro.