Se havia uma fêmea que os anjos se orgulhavam, era Kimby, a bela súcubo, qualquer criatura se curvaria diante dela, da sua beleza, da sua sedução despretensiosa, do seu desprezo, sim, porque Kimby desprezava a tudo e há todo. Não havia um coração que ela não houvesse maculado com o desejo e o ciúme, e a insatisfação de querer possuir o que não podia ser possuído. O corpo e o pensamento de Kimby era como um caminho para o céu e para o inferno ao mesmo tempo, não havia distinção entre os dois, primeiro ela enlouquecia amante, e nesse primeiro momento essa loucura era boa, deliciosa, mas
depois, depois vinha o tormento, a insaciedade, a ganância por mais, a ilusão que antecedia a verdadeira loucura, a forma como Kimby brincava com suas presas, lhes dando o que elas queriam na sua mente e então lhe deixando em um mar de dúvida, de delírio, de insanidade.
| Número de páginas | 41 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Polen |
| Idioma | Português |
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