Às 23h59, uma eleição termina. À 00h01, começa o país real. Em vinte e quatro horas, O Primeiro Dia Depois acompanha pessoas, famílias e instituições obrigadas a lidar com tudo aquilo que o voto não encerra. O candidato derrotado reconhece o resultado. O presidente eleito descobre que vencer não autoriza tudo. Laura Alencar encerra um casamento de trinta e quatro anos, enfrenta a doença da mãe e participa de uma transição política marcada por pressa, dúvida e risco. Artur, metódico e racional, aprende que cumprir o procedimento não basta quando vidas estão em jogo. Gabriel precisa reparar um erro capaz de deformar a verdade. Enquanto isso, arquivos podem desaparecer, sistemas registram versões incompletas, um áudio de autoria incerta ameaça incendiar o debate público e decisões técnicas passam a ter efeitos políticos. Nara e Marta insistem em preservar provas antes de julgar. Rui percebe o peso de um atalho que aceitou. Caio ocupa a zona cinzenta entre competência, interesse e poder. Acima de todos, AIONA separa fato, dado, hipótese e interpretação, enquanto o Revisor mostra como fatos reais podem ser rearranjados até parecerem outra coisa. Entre hospitais, gabinetes, ruas, telas, arquivos e casas, o romance pergunta quem responde pelo minuto seguinte. Sem santos nem monstros, a obra mostra que a democracia não acaba nas urnas. Ela continua no modo como se aceita, limita, verifica, repara e cuida. Porque a decisão termina. A consequência começa. E cada gesto deixa marca.
| Número de páginas | 488 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Tipo de papel | Couche 115g |
| Idioma | Português |
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