O Testamento de Cipriano Feiticeiro constitui o tratado do Oráculo de Cipriano, baralho oracular de quarenta lâminas produzido pela família Cova de Cipriano Feiticeiro. A obra recusa o modelo cartomântico corrente, i.e. a lâmina como entrada de dicionário, e reconstitui o oráculo como dispositivo: aparato de matéria consagrada em que a agência de um espírito tutelar se presentifica, e não se representa. Metodologicamente, o volume opera sob o marco MÁGOS-MAGEÍA e sob um protocolo explícito de homologia morfológica controlada, que compara formas rituais por função, não por origem, recusando de igual modo o universalismo, a filiação genealógica e o sincretismo indiferenciado. Todo enunciado é referido a uma de três camadas de procedência declaradas: documentado (a cartomancia cipriânica e a baraja ibérica), adaptado (a cartomancia como geração de texto, de Stratton-Kent) e autoral (o sistema dos quatro princípios e a doutrina do tutelar).
O núcleo sistemático distribui as quarenta lâminas em quatro naipes-princípio: Hýlē (matéria), Dýnamis (potência), Lógos (palavra) e Pneûma (sopro), cuja raiz aristotélico-estoica é reconvertida em dimensões de leitura. Sobre essa base, a obra fixa uma sintaxe da tiragem que subordina o significado à composição: carta, par, sequência e tiragem lidos como frase, segundo a regra sujeito-operação-direção, com a consagração e a disposição herdadas da tradição cipriânica documentada.
| Número de páginas | 122 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | 16x23 (160x230) |
| Acabamento | Capa dura |
| Coloração | Colorido |
| Tipo de papel | Polen |
| Idioma | Português |
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