A história que quase todos aprenderam é esta: no princípio houve uma fé única e límpida, entregue pelos apóstolos, e só depois vieram as heresias e os desvios. É uma história confortável. Ela não sobrevive às fontes.
Este livro reconstrói o que realmente aconteceu nos três primeiros séculos do cristianismo — e o que aconteceu foi mais interessante do que a versão oficial. Havia cristãos em Jerusalém que continuavam frequentando o Templo. Paulo e Pedro brigaram em público. Os quatro evangelhos não contam a mesma história do mesmo jeito. Márcion propôs que o Deus do Antigo Testamento não era o Pai de Jesus, e levou consigo comunidades inteiras.
Kleber Denker recusa os dois extremos. Contra a versão tradicional, mostra que a diversidade era a regra, não a exceção. Contra Walter Bauer e seus herdeiros, mostra que essa diversidade não era caos: todas aquelas correntes orbitavam um mesmo centro, a figura de Jesus de Nazaré. O nome que o livro dá a isso é pluralidade centrada.
O caminho passa pela comunidade de Jerusalém, pela missão paulina, pelo gnosticismo, pelos apologistas, pelo martírio, pelas cristandades regionais, e termina em Niceia — não como o triunfo inevitável da verdade, mas como o desfecho de um longo processo de escolhas, conflitos e exclusões.
Para quem estuda história das religiões, para quem foi criado numa tradição cristã e quer saber como ela se formou, e para quem desconfia de narrativas limpas demais. Com cronologia, glossário e bibliografia.
| ISBN | 978-65-266-8262-3 |
| Número de páginas | 256 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Offset 75g |
| Idioma | Português |
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