Em "A Ferida Aberta", o médico Heber Neiva guia o leitor pelos Vales do Mucuri e Jequitinhonha — um espelho do Brasil invisível que explica nosso destino. Sua tese é perturbadora: a miséria não é acaso, é projeto. Construída e assinada com tinta de lei.
A obra reconstrói a "genealogia do abandono". Da mineração em Diamantina à chegada da Corte, em fuga de Napoleão. Em 13 de maio de 1808, D. João VI decretou "guerra justa" aos Botocudos. Exatos 80 anos depois, noutro 13 de maio, sua bisneta, a Princesa Isabel, libertou corpos para o "nada".
O autor defende uma segunda tese: a história explica a saúde de um povo, e a saúde desvenda a história.
A "autópsia tardia" de D. Pedro I vira metáfora: até os ossos narram privilégios. Mas é nas "autópsias sociais" que a teoria sangra. Personagens reais, sequelas vivas de uma desigualdade, provam que a biologia é refém da história: Piedade, que questiona: "Foi a doença mental que a levou ao surto? Ou foi o peso da sociedade que a fez surtar?"; Dolores, algemada por um Estado que lhe faltou desde o ventre: "Se eu fui vítima desde a barriga da minha mãe, por que sou eu quem termina atrás das grades?"; Inocêncio, nascido com HIV, que encontrou o único abraço que não se negou: o do crime. Este livro é um convite ao enfrentamento. Essencial para entender o Brasil não pelas versões românticas oficiais, mas pela pele de quem carrega a cicatriz de um passado que nunca passou. Uma história contada por quem enfrenta suas consequências diariamente.
| ISBN | 9786552622396 |
| Número de páginas | 170 |
| Edição | 1 (2025) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Polen |
| Idioma | Português |
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