E se a espera não fosse paciência, mas um modo de desaparecer?
Em A mulher que espera, Geórgia Freitas conduz o leitor por uma travessia íntima e inquietante entre clínica, literatura e vida cotidiana. A partir de cenas de escuta psicanalítica, o livro revela mulheres que aprenderam, desde muito cedo, a esperar: o elogio que não vem, o amor que não escolhe, o silêncio que parece virtude, a voz que incomoda, o corpo que precisa caber, o gênero que precisa ser autorizado, a palavra que nunca encontra lugar na família.
Cada capítulo apresenta uma mulher — e um modo específico de espera — não como personagem isolada, mas como expressão de uma engrenagem social, afetiva e inconsciente que educa mulheres para a contenção, para a adaptação e para o adiamento de si. A autora escreve do lugar da analista implicada, que escuta, falha, se angustia, sustenta silêncios e, sobretudo, se deixa atravessar pela transferência. Aqui, a clínica não é neutralidade: é corpo, é risco, é encontro.
| Número de páginas | 65 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Polen |
| Idioma | Português |
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