Antes da Tradução não é um livro que explica o mundo.
É um livro que parte do reconhecimento de que o mundo já funciona sem explicação.
Vivemos cercados por linguagem, modelos, métricas e narrativas que prometem compreensão total. Aprendemos a nomear para entender, explicar para dominar, otimizar para resolver. Mas algo permanece: um cansaço difuso, uma sensação de inadequação, como se estivéssemos sempre atrasados em relação à realidade que tentamos capturar.
Este livro propõe um deslocamento silencioso.
Ao longo de dez capítulos, Antes da Tradução desmonta, com cuidado e rigor, a ideia de que compreender é traduzir tudo em linguagem, que inteligência precisa de centro, que eficiência é virtude universal e que a ciência só tem valor quando promete controle. Em vez disso, apresenta outra leitura do real: um mundo em andamento, composto por sistemas que operam sem intérprete, inteligências distribuídas, limites estruturais e ajustes contínuos.
Aqui, a vida funciona antes de ser explicada.
A consciência aparece como custo, não como trono.
A cultura surge como gambiarra funcional, não como projeto perfeito.
A ciência reaparece como acoplamento cuidadoso, não como domínio.
Sem niilismo, sem misticismo e sem soluções fáceis, o livro conduz o leitor a uma reconciliação profunda: o humano não é o erro — é uma solução local, situada, finita. E aceitar esse limite não empobrece a experiência; torna-a habitável.
Antes da Tradução não fecha conclusões.
Ele alinha posturas.
É um e
| Número de páginas | 248 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Polen |
| Idioma | Português |
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