Minha trajetória profissional teve início em um cenário que hoje parece distante: fábricas onde grande parte das decisões mais importantes não estava registrada em sistemas, mas na experiência de pessoas. Pedidos e cronogramas impressos circulavam pelo chão de fábrica, fixados em máquinas ou quadros improvisados, enquanto o verdadeiro controle da produção dependia da memória e da intuição de supervisores experientes.
Naquele contexto, os sistemas ERP já existiam e cumpriam bem seu objetivo administrativo. Emissão de faturas, cálculo de impostos, registros contábeis e relatórios básicos funcionavam com precisão. Sob a ótica do back-office, eram soluções eficientes. No entanto, no ambiente onde a produção realmente acontecia, esses sistemas tinham pouca relevância prática, permanecendo quase invisíveis para quem operava as máquinas e lidava com prazos, perdas e imprevistos diários.
Ao longo de mais de três décadas de atuação e de inúmeros projetos em diferentes segmentos industriais como fábricas de malhas e tingimento, operações de reciclagem e plásticos e cadeias produtivas do setor calçadista observei a repetição desse mesmo padrão. Apesar da evolução tecnológica, da redução de custos de infraestrutura, da popularização da web, da computação em nuvem e de novas linguagens e arquiteturas, uma lacuna persistiu em muitas organizações: o distanciamento entre o sistema oficial de registro e a realidade do chão de fábrica.
| ISBN | 9786583827555 |
| Número de páginas | 93 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | 16x23 (160x230) |
| Acabamento | Brochura s/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Couche 90g |
| Idioma | Português |
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