Durante quase três décadas, a CART Champ Car foi o que de mais próximo o automobilismo norte-americano chegou de um “Real Madrid das pistas”. Entre 1979 e o fim dos anos 1990, a categoria reuniu os melhores pilotos do mundo, tecnologia de ponta, corridas competitivas e um prestígio internacional que colocava suas provas no mesmo patamar simbólico da Fórmula 1. A CART era glamour, talento e dinheiro. Mas toda dinastia que se perde em brigas internas acaba pagando a conta. Montadoras saíram, patrocinadores evaporaram, pilotos de ponta migraram. O campeonato passou a sobreviver de improviso, trocando de nome, de gestão e de identidade. Aquilo que já foi o Real Madrid do automobilismo americano virou um Guaratinguetá das pistas: pouca relevância, pouco público, pouca influência. Não por falta de história, mas por excesso de erros. A CART não morreu por falta de talento, dinheiro ou tradição. Morreu por soberba, má gestão e incapacidade de diálogo. Preferiu perder tudo a dividir poder. Preferiu manter a pose de gigante mesmo quando já era um anão financeiro. Hoje, resta a nostalgia de quem viu um campeonato extraordinário se autodestruir. A Champ Car virou estudo de caso: como um império pode ruir quando confunde grandeza com arrogância. Simples assim.
| ISBN | 9786501912042 |
| Número de páginas | 69 |
| Edição | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabamento | Brochura c/ orelha |
| Coloração | Preto e branco |
| Tipo de papel | Offset 75g |
| Idioma | Português |
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